Prefeitura é acusada de não repassar remédios
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de fevereiro de 2002
Benedito Teles Equipe da Folha 
Santo Antônio da Platina O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ribeirão Claro e vereador Odair de Prado (PFL) afirma que os servidores do posto de saúde municipal não liberam medicamento para sócios da entidade. Ele explica que os trabalhadores, mediante o pagamento de mensalidade de R$ 7,50, são atendidos por médicos na sede da entidade, mas afirma que os pacientes não conseguem obter remédios com receitas da associação no posto de saúde.
Prado explica que o boicote começou há cerca de 15 dias e atinge cerca de 400 sócios. A associação estima que pelo menos 40 receitas deixaram de ser liberadas por semana. A aposentada Luzia Sasdeli Inácio diz que procurou o posto de saúde, mas não foi atendida porque apresentou receita do sindicato. Não entendi nada, essa foi a primeira vez que não consegui obter remédios no posto de saúde, lamenta.
O secretário municipal de Saúde, Francisco Carlos Molini, negou as acusações e explicou que todos os remédios repassados pelo Ministério da Saúde são encaminhados para a população. Molini admite restrições somente aos remédios adquiridos pela prefeitura. Neste caso, é necessária a avaliação dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). O prefeito de Ribeirão Claro, Mário Augusto Pereira (PSDB), acredita que as acusações tenham objetivo político. Ele nega a existência de boicote.


