Prefeitura diz que não pode fazer nada
A Prefeitura de Curitiba informou que não tem previsão de relocação das famílias das Moradias Pantanal e que não irá fazer obras de infra-estrutura no local. Como a ocupação fica em uma área de preservação ambiental, não se pode melhorar a infra-estrutura, disse o coordenador do Projeto Habitação do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), arquiteto Marco Aurélio Becker.
Segundo ele, os moradores devem ser transferidos para outra área, mas atualmente não existem terrenos disponíveis. De acordo com o arquiteto, a proposta de relocação das famílias havia sido incluída no orçamento municipal deste ano, mas foi retirada em função da falta de verbas.
Vamos ter que atuar em outras áreas prioritárias, disse Becker. Segundo ele, as prioridades neste ano incluem obras de prevenção de enchentes no Cajuru (com a construção de canais e pontes junto à linha férrea), a relocação de 700 a 1.000 famílias que moram na beira do Rio Atuba e a urbanização em conjuntos na Cidade Industrial.
A ocupação nas Moradias Pantanal iniciou há cerca de dez anos, principalmente com moradores do Norte e Sudoeste do Estado. Hoje, segundo levantamento da Universidade Federal do Paraná, existem cerca de 1.000 famílias no local (aproximadamente 4 mil moradores). A última contagem feita pela prefeitura no assentamento foi feita em 1996 e apontou 400 famílias. (G.P.)





