Prefeitura diz que falta pessoal para fiscalizar
Prefeitura diz que falta
pessoal para fiscalizar
Perceber se uma lei municipal está sendo cumprida ou não depende muito do contingente de fiscais que a prefeitura dispõe. Em março passado, quando a lei sobre as focinheiras tornou-se obrigatória em Curitiba, o prefeito Cassio Taniguchi apresentou uma justificativa sobre a dificuldade em fazer valer o que a Câmara Municipal aprova. Não temos fiscais suficiente, disse Taniguchi ao comentar que os donos de cães sem focinheiras seriam punidos.
O efetivo de fiscais da prefeitura chegava a 130 no início do ano. Só no setor do meio Ambiente, eles são obrigados a monitorar 417 áreas de lazer que abrigam 26 parques e bosques, considerados os pontos preferidos para que animais como os cães sejam vistos. Só o setor de urbanismo é responsável pela fiscalização de 440 mil imóveis da capital.
A vereadora Nely Almeida, que também é autora da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para estudantes num raio de 200 metros de distância das escolas, espera ter mais sucesso nesta empreitada. A legislação, aprovada há duas semanas, concede um prazo de 90 dias para os donos de bares se adequarem a nova medida. As pessoas precisam se informar sobre as leis, observa a vereadora.
No entanto, as leis municipais já tiveram um papel decisivo na segurança da população. Em 1995, três anos antes da entrada em vigor do novo Código Brasileiro de Trânsito, o curitibano era mobilizado a se acostumar com o uso obrigatório do cinto de segurança. Na época, o resultado desta medida foi constatada nas ocorrências de trânsito: os acidentes graves caíram cerca de 30%. (D.V.)





