Prefeitura discute barracões para ONGs
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Integrantes do Conselho da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vão se reunir hoje para discutir como viabilizar os barrações solicitados pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) que trabalham com reciclagem de lixo. Também será debatido o Centro em Excelência em Artesanato. O encontro começa às 18 horas, na Codel.
A reunião, segundo o prefeito Nedson Micheleti (PT), servirá para oficializar os projetos em andamento e ''amadurecer'' as negociações. ''As ONGs de reciclagem cresceram em tamanho, em volume de arrecadação e agora precisam de espaço para garantir melhores condições de trabalho. A proposta é criar espaços em cada região da cidade'', disse. Atualmente 24 ONGs reciclam lixo.
Segundo o coordenador do projeto Coleta Seletiva da companhia, José Paulo Silva, 16 ONGs funcionam atualmente em locais inadequados. Ele informou que os barracões terão em torno de 250 metros quadrados, com aluguel que varia de R$ 350,00 a R$ 400,00.
Sobre o Centro de Artesanato, o prefeito disse que sua sede deve ser definida esta semana. A primeira opção da lista continua sendo um prédio da Avenida Rio de Janeiro. Segundo o assessor de Assuntos Comunitários da CMTU, Carlos Xavier, o contrato deve ser fechado até quinta-feira. ''O proprietário está pedindo este valor (R$ 8,5 mil), mas já encaminhamos uma contraproposta.''
Micheleti disse que espera dos artesãos o mesmo que conseguiu com os recicladores de lixo. ''No início, chegamos a ter protesto contra a saída das pessoas do antigo lixão e das ruas. Hoje, eles não querem mais voltar. Esperamos que a resistência dos artesãos das praças também acabe.''
Os representantes das duas associações, que juntas contam com 43 filiados, continuam criticando a transferência. Para Demindo Floriano, da Associação da Praça Floriano Peixoto, o prédio ''não oferece condições para manter 200 pessoas''. A presidente da Associação dos Artesãos da Praça Rocha Pombo, Elza Pereira Trannin, insiste que ''a mudança para o prédio inviabilizaria as vendas''.
Levantamentos da CMTU apontam que 350 famílias londrinenses sobrevivem do artesanato, incluindo os que trabalham com material reciclado.


