Prefeitura desiste de duplicar avenida
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quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Fernanda Mazzini<BR>Reportagem Local 
A Avenida Angelina Ricci Vezozzo, na Zona Norte de Londrina, não será mais duplicada. A via - que liga a BR-369 aos jardins Catuaí e Quadra Norte (onde estão instaladas a Atlas Schindler e a Dixie Toga) - tem tráfego intenso de caminhões e trabalhadores mas, no local, foram executadas apenas obras de alargamento da ponte. Os recursos para a duplicação foram enviados pelo governo federal, mas a obra deixou de ser executada por falta de acordo com os proprietários de terrenos localizados às margens da avenida.
Segundo o secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, o Município recebeu cerca de R$ 20 milhões do Ministério das Cidades para execução de várias obras de asfalto nos bairros e para duplicação da Angelina Vezozzo. ''Quando surgiu a idéia de duplicar a avenida conversamos informalmente com os proprietários de terrenos e eles concordaram em doar parte da área. Depois que o dinheiro saiu, alguns quiseram indenização e, por isso, desistimos da obra'', comenta. Segundo ele, a partir da negativa a verba foi realocada para a execução do asfalto no Jardim Monte Cristo (Zona Leste), onde foram gastos pouco mais de R$ 953 mil.
No entanto, não é só a falta de duplicação que prejudica os usuários da via. A avenida está sem calçada, sem iluminação, em alguns pontos o mato chega a invadir a pista, sobram entulhos jogados nos arredores e em dias chuvosos o trânsito fica difícil por causa da enxurrada, que toma conta do asfalto.
O secretário de Obras comenta que a ponte, de cinco metros, foi alargada e agora tem oito metros, onde cabem dois caminhões. A calçada, conforme o secretário, fica pronta ainda neste mês, mas ele admitiu que não há como conter a enxurrada enquanto o espaço para pedestres não for concluído.
Enquanto a FOLHA fazia esta reportagem, o motorista José Severino da Silva bateu com seu caminhão em um barranco para evitar um acidente com um outro veículo, que entrou bruscamente em sua frente, depois de cortar a fila de carros que dava passagem a Silva. ''Isso é serviço mal feito (da Prefeitura) porque derrapei na terra (que estava na pista). Pago meus impostos e desse jeito esta avenida não pode ficar'', afirma.
Outros usuários também reclamam da obra. ''É incompetência. Causa transtornos, é um perigo constante'', acrescenta Cláudio Lisboa de Oliveira, trabalhador autônomo. Na sua avaliação, o alargamento da via melhorou, mas não resolveu o problema. Já o entregador Fernando Augusto Pereira comenta que o local acontecem acidentes com frequência e que, por isso, a avenida precisaria ser duplicada. ''Do jeito que fizeram não resolveu. Isso é para enganar o povo porque não resolveu nada, não tem nem iluminação''.


