Prefeitura descarta instalação de usina de compostagem
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O secretário do Meio Ambiente de Londrina, Gérson da Silva, descartou ontem a possibilidade de instalação de uma usina de compostagem comprada pela administração do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PMDB), em 1995. O equipamento de reciclagem do lixo para uso como adubo agrícola custou cerca de R$ 900 mil aos cofres públicos.
De acordo com Silva, a aquisição foi ''equivocada.'' ''Seria antieconômico instalar essa usina. Em Londrina, atingimos 25% de coleta do lixo reciclável. Imagine o tempo necessário para conscientizar o povo para separar o lixo orgânico do doméstico'', argumentou. Outro ponto destacado por ele é que a capacidade não seria adequada ao volume de lixo produzido na cidade.
O secretário confirmou o interesse da Prefeitura de Maringá em adquirir o equipamento, mas disse que seria necessária a abertura de um leilão.
O deputado estadual Cheida defendeu a compra e a instalação da usina de compostagem. Segundo ele, o sistema, que tem capacidade para processar 300 toneladas por dia, possibilitaria a redução de 84% do lixo destinado hoje ao aterro da cidade. ''Esse é um processo extremamente exitoso. Só posso ver motivação política nessa decisão'', alfinetou.
A usina é composta de uma esteira rolante, que possibilita um ''pente-fino'' no lixo já selecionado por quem o produz. A compra foi efetuada no último ano do mandato e a instalação não foi concretizada pelos sucessores dele.
A discussão sobre a usina volta dias depois da prefeitura ter prorrogado por 60 dias o contrato de administração do Aterro Controlado do Limoeiro, na Zona Sul, que está sob responsabilidade de uma empresa de Curitiba. Hoje, a prefeitura paga R$ 118 mil mensais pelo serviço.
A prorrogação feita na sexta-feira passada foi necessária, de acordo com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Mauro Yamamoto, porque empresas que concorrem na licitação pública questionaram pontos do edital. Ele estima que o repasse mensal deve ficar abaixo dos R$ 140 mil.
O Aterro do Limoeiro recebe perto de 370 toneladas de lixo domiciliar por dia. Já as ONGs do programa de Coleta Seletiva recolhem 110 toneladas diárias. ''A estimativa é que a vida útil do aterro seja de 30 meses no mínimo, com uma margem de segurança'', garantiu. Ele disse que o processo deve ser finalizado dentro do prazo de prorrogação do atual contrato.


