Prefeitura desativa mocó em viaduto
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quinta-feira, 22 de maio de 1997
Da Sucursal 
Rogério Machado/PMCAção socialDez adultos, quatro adolescentes e três bebês viviam no mocó que funcionava embaixo do Viaduto do Colorado, no RebouçasUma ação envolvendo as Secretarias Municipais da Criança e de Obras Públicas, a Fundação de Ação Social (FAS), Guarda Municipal e a Polícia Militar retirou dez adultos, quatro adolescentes e três bebês de um mocó que funcionava embaixo do Viaduto do Colorado, no Rebouças. Os adultos, todos desempregados, foram atendidos na FAS/SOS onde receberam assistência médica, higiene pessoal e alimentação. Dos quatro adolescentes, dois foram encaminhados para a Casa do Piá e dois retornaram para a casa dos pais.
De acordo com o chefe do setor de Triagem da FAS, Euclides Nora, a maioria dos adultos foi levada para casa de parentes. Quatro eram de São José dos Pinhais, um de Pinhais, outro do bairro Parolin. Cleonice Alves, mãe de Antônio Felipe, de um ano e dois meses, e Tiane, mãe dos outros bebês, foram levadas para a casa de parentes no Boqueirão.
A gerente de Ações Assistenciais da FAS, Eliane Sheremelte, informou que serão fornecidos documentos pessoais a eles. As crianças ainda não tem certidão de nascimento e alguns adultos não possuem nenhum tipo de identificação. Tudo isto será providenciado pela FAS/SOS, disse.
A Secretaria de Obras já começou a fechar o buraco cavado na estrutura do viaduto pelas pessoas que improvisaram ali um abrigo.
A prefeitura mantém uma programa para retirar das ruas e encaminhar a um dos programas ou abrigos a população carente da cidade. Para os adultos, a FAS mantém o programa Educadores de Rua, uma equipe de técnicos que percorrem as ruas para encontrar e convencer esta população a trocar a violência das ruas por uma nova vida.
A Secretaria da Criança tem uma equipe de pessoas treinadas especialmente para atender crianças e adolescentes. Para o público infantil, o município dispõe de vários casas e unidades de abrigo, que oferecem atendimento integral: alimentação, encaminhamento à escolar, atendimento médico e abrigo permanente.
A Secretaria Municipal da Criança já entregou à Secretaria Municipal de Urbanismo.uma relação com 19 endereços de mocós - terrenos vazios e imóveis desocupados ou em ruínas utilizados como abrigos por crianças, adolescentes e adultos que vivem nas ruas. Destes 19 pontos, 11 já foram desativados permanentemente pela prefeitura.
O objetivo é aumentar a fiscalização para inibir a utilização irregular destes locais. Quando as crianças e adolescentes não encontram local para se abrigar à noite, se convencem mais rapidamente a ingressar em um de nossos programas, diz a secretária municipal da Criança, Dacylia Vieira dos Santos.
Uma ação conjunta envolvendo várias secretarias está sendo elaborada para a desarticulação dos mocós. De acordo com a Lei Municipal nº 8.364, o proprietário que tiver uma obra paralisada ou em ruínas por mais de 120 dias fica obrigado a executar a vedação do terreno. Os educadores tentam convencer os menores a retornar para o convívio da família. Quando não há mais este vínculo é providenciado o encaminhamento para um abrigo municipal.


