Campo Mourão - A Prefeitura de Campo Mourão acusou ontem a existência de superfaturamento nas obras de ampliação e reforma do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cis-Comcam), que foram inaugurada no final de semana. Segundo o diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura e Meio Ambiente, Celso Hayashi, a obra orçada em R$ 95,7 mil poderia ter sido feita por R$ 64,9 mil porque faltaram a farmácia e uma sala para gravidez de risco.
Na semana passada, o prefeito Tauillo Tezelli (PPS) já havia acusado o consórcio de ter feito a obra sem licitação e de ter beneficiado parentes de diretores na contratação dos serviços. ‘‘Se a obra foi superfaturada, quem me acusa que me execute’’, disse o prefeito de Roncador, Odilon Andreoli Gonçalves (PSDB), que ontem deixou a presidência do Cis-Comcam. Segundo ele, a Prefeitura de Campo Mourão está ‘‘mal informada’’. A obra custou R$ 87,5 mil.
Na quarta-feira, Gonçalves entregou ao Ministério Público uma pasta com quase 300 páginas de documentos para, segundo ele, provar que não houve irregularidades. A atitude foi uma resposta a Tezelli, que também anunciou que vai levar ao MP denúncias de irregularidades no consórcio. A briga entre os dois começou quando Gonçalves acusou Tezelli de estar devendo para o Cis-Comcam. Tezelli disse que não paga obras irregulares.
O prefeito de Altamira do Paraná, Jaldemo Duarte (PSDB), assumiu ontem de manhã a presidência do consórcio e anunciou que vai pedir que as denúncias sejam apuradas. ‘‘Mas as acusações devem ser feitas através de documentos’’, ressaltou. Ele assumiu a entidade com uma dívida de R$ 307 mil (fora os débitos com o INSS).

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