A Prefeitura de Londrina demitiu ontem cerca de 60 funcionários da Frente de Trabalho. Uma auditoria realizada pela secretaria de Recursos Humanos constatou que os servidores eram ociosos ou não se enquadravam às necessidades do município, por isso foram desligados. Entre essas pessoas, foram identificados também alguns candidatos a vereador.
As demissões representam uma economia de R$ 20 mil aos cofres públicos, que desembolsam mensalmente R$ 630 mil para efetuar o pagamento dos 2.130 funcionários da frente. Até o final do ano, o secretário de Recursos Humanos André Victorelli pretende enxugar a folha em R$ 100 mil reais, através de novas demissões. Os contratados recebem salário médio de R$ 300 e vale-transporte.
Os funcionários dispensados estavam a serviço da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), secretarias de Educação e Ação Social. A prefeitura também realizou alguns remanejamentos para aproveitar melhor os servidores que continuam trabalhando.
Como exemplo das adequações, Victorelli cita cinco pessoas que estavam na AMA e foram transferidos para a Educação, assumindo funções na vigilância, merenda e atendimento nas creches. ‘‘Nossa intenção é deixar o orçamento o mais enxuto possível, sem prejudicar os trabalhos da administração’’, afirmou.
Para o Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv), a iniciativa é correta. ‘‘Se são pessoas que recebiam sem trabalhar, devem mesmo ser demitidas. É uma forma de moralizar a frente’’, opina Marlene Valadão Godoy, presidente do Sindserv.
A Secretaria de Fazenda começa a enviar, na próxima segunda-feira, cartas de cobrança aos 1.500 maiores devedores de Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) e Imposto Sobre Serviços (ISS) do município. Após o recebimento da correspondência, os inadimplentes terão um prazo de dez dias para efetuar o pagamento ou negociar o parcelamento da dívida. Contribuintes que já parcelaram seus débitos por mais de três vezes e não honraram o compromisso perdem o direito ao benefício.
As dívidas que não forem negociadas serão enviadas para execução judicial, recebendo uma acréscimo mínimo de 25%, referente às custas judiciais e honorários advocatícios. Os 1.500 grandes inadimplentes totalizam uma dívida de R$ 22 milhões, sendo R$ 18 milhões referentes ao IPTU. A Fazenda espera receber, com a campanha, cerca de R$ 7 milhões.
O primeiro nome da lista acumula débitos na ordem de R$ 1,5 milhão, com R$ 800 mil já executados. Até o final do ano, a prefeitura espera notificar 30 mil contribuintes, através de grupos de quatro mil cartas enviadas a cada dez dias.

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