A Secretaria de Obras de Umuarama vai dragar e corrigir o leito do Rio Canelinha no trecho de aproximadamente três quilômetros que separa a PR-323 dos bairros São Cristóvão e Beira-Rio. A erosão do leito do rio ameaça empresas instaladas à margem da rodovia e várias casas do Conjunto Beira-Rio. As obras já começaram e devem ser concluídas em um mês, se a chuva não atrapalhar. Segundo o secretário de Obras, Luis Simoni, o trecho a ser corrigido é hoje o maior foco erosivo do município. Em alguns pontos, os barrancos atingem até 20 metros de altura e as voçorocas avançam, ameaçando construções próximas.
Poluído e assoreado, o Canelinha corta parte da cidade e recebe quase todo o volume de água das chuvas do centro. Quando chove muito, o rio transborda. A enxurrada destrói barrancos e muda o curso das águas. Três pontes de ligação do São Cristóvão com a PR-323 já foram destruídas nos últimos anos pela erosão do rio. A segunda ponte de ligação com o bairro, perto do parque de exposições, está sendo reconstruída
De acordo com Simone, a secretaria vai refazer o curso do Canelinha, removendo toneladas de terras e entulhos para refazer o leito original. As máquinas já movimentaram cerca de 7 mil metros cúbicos de areia. Numa segunda etapa, a secretaria vai ‘‘quebrar’’ os barrancos e plantar grama e árvores para prevenir novas erosões.Pedro Tadeu de OliveiraBarrancosRio Canelinha: objetivo da dragagem é acabar com erosão no leitoVânia Moreira

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