Prefeitura de Matinhos
cobra obras ‘esquecidas’
O município de Matinhos, um dos mais concorridos durante a temporada com 18 balneários e 20 quilômetros de praia, sofre com o problema da erosão que destruiu parte da calçada da avenida beira-mar e abalou algumas construções. O prefeito Francisco Carlim dos Santos (PSDB) diz que Matinhos perdeu um importante espaço de lazer em três pontos da praia, que acabou prejudicando e comprometendo a infra-estrutura do litoral. Os pontos problemáticos são no início da Avenida Atlântica, entre Matinhos e Caiobá; na Praia Central de Matinhos; e entre o Balneário Flamingo e Praia Grande.
As obras para recuperação do local foram anunciadas no ano passado pelo governador Jaime Lerner (PFL), mas não saíram do papel. ‘‘Precisamos que algo seja feito de forma urgente. Precisamos de investimentos na praia, que é a nossa indústria sem chaminé. A grande obra que queremos é a recuperação da orla marítima’’, declara. Os investimentos previstos para o engordamento da areia da praia ou construção de barreiras para evitar destruições em épocas de ressaca deverão chegar a R$ 5 milhões.
O prefeito de Matinhos ainda espera investimentos na área de saneamento básico. Atualmente, cerca de 35% da rede de esgoto da cidade é tratada. ‘‘Queremos melhorar muito este índice’’, afirma. Para atrair ainda mais os veranistas, a prefeitura está investindo na construção de quiosques padronizados, postos de salva-vidas, chuveiros públicos e postes para iluminação da praia.
Pontal do Paraná O prefeito Hélio de Queiroz diz que o maior problema de Pontal do Paraná é a dificuldade com a PR-407, única via de acesso entre Pontal do Sul e Praia de Leste. Desde 1997, ele vem tentando negociar uma alternativa para evitar tumultos e congestionamentos na estrada. A duplicação da rodovia foi descartada por técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que sugerem a construção de uma estrada paralela, alternativa. A rodovia seria 800 metros para frente da PR-407. O projeto, que já está pronto, é orçado em R$ 12 milhões. ‘‘Falta apenas vontade política para que a rodovia paralela saia do papel’’, acredita Queiroz. (L.P.)