Para pode fazer uma praça, a Urbamar - empresa pública responsável pela urbanização do novo centro de Maringá - terá que desapropriar dois lotes que somam sete mil metros quadrados e foram repassados ao Banestado pelo ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido), como pagamento de dívidas. O banco revendeu para a iniciativa privada as duas áreas, que representam 20% do espaço destinado a uma praça.
No começo do ano, a Urbamar chegou a iniciar negociações com o proprietário, que não teve o nome divulgado. Sem um acordo, a prefeitura foi obrigada a embargar uma obra na área. ''Se não houver negociação vamos desapropriar'', afirma o presidente da Urbamar, Norberto Miranda. Ele explica que os dois terrenos, avaliados em R$ 2 milhões, têm que retornar ao patrimônio do município.
Segundo Miranda, existe um projeto elaborado por uma comissão de profissionais de vários setores prevendo a praça na área que pertence ao município. ''Seria estranho uma construção ou qualquer outro empreendimento privado em um canto da praça'', diz. Ele lembra ainda que a praça fará parte do ''eixo monumental'', que vai da catedral até o campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). ''Na realidade é um trecho imaginário, com cerca de mil metros quadrados ocupado por praças e prédios públicos.''

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