Prefeitura de Londrina culpa "administrações passadas" por passivos trabalhistas
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Redação Bonde com N.Com 
Os passivos trabalhistas debitados ao município de Londrina, em função de irregularidades cometidas em administrações passadas por empresas terceirizadas, vêm sendo objeto de análise na Procuradoria Geral. O órgão busca o encaminhamento jurídico correto. Uma forma de evitar que tais irregularidades persistam é exigir mais da fiscalização e treinar técnicos da Secretaria de Obras para que tenham um olhar mais crítico e apurado dos contratos com empresas terceirizadas para execução de serviços e/ou obras. Treinamentos e mais rigor na fiscalização são medidas que já estão em prática. Segundo levantamento do Observatório de Gestão Pública de Londrina, só as terceirizadas da prefeitura têm dívidas trabalhistas acima dos R$ 12 milhões.
Os trabalhos de fiscalização foram garantidos pelo procurador-geral do Município, Paulo Cesar Gonçalves Valle, e pelo secretário de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (11). O procurador reconheceu os números apresentados pelo Observatório sobre os passivos trabalhistas da municipalidade afirmando que eles "não fogem da realidade. "A maioria das ações trabalhistas é originada em contratos firmados por administrações anteriores". Em números aproximados, de acordo com Valle, beira R$ 1 milhão o valor das ações trabalhistas executadas contra o município e a Autarquia de Saúde. Valle destacou que a Procuradoria tem obtido êxito ao excluir o município do polo passivo de diversas ações trabalhistas.
Para evitar novas ações trabalhistas contra o município, o secretário de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, disse que a Prefeitura busca capacitar os servidores responsáveis pela fiscalização de contratos e obras. "Os treinamentos são imprescindíveis, estamos trabalhando para encontrar soluções para que tais situações não mais aconteçam". O secretário lembrou que atualmente são cerca de 1.100 os trabalhadores que exercem atividades terceirizadas no município.
A contratação de 15 profissionais de engenharia e outras especialidades, como engenheiros eletricistas, visa desafogar e agilizar obras em andamento, mas essas novas equipes também reforçarão o serviço de fiscalização. A Prefeitura não vai negligenciar na fiscalização de contratos justamente para evitar o que aconteceu no passado. Sobre atribuições dos técnicos que fiscalizam obras, Rogério deu ampla explicação e, no final, resumiu que a gestão pública não vai abri mão de equipes aparelhadas.


