Prefeitura de Curitiba recebe prêmio por política de saúde
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quinta-feira, 22 de outubro de 1998
Da Redação 
A Prefeitura de Curitiba foi a única instituição pública do País a receber o Prêmio Criança 98 da Fundação Abrinq - Associação Brasileira de Brinquedos pelos Direitos da Criança de São Paulo. Curitiba foi escolhida por sua política de saúde voltada à criança, que possibilitou a queda do coeficiente de mortalidade infantil - de 18,52 para cada mil nascidos vivos, em 1996, para 15,7 por mil no ano passado.
A entrega do prêmio será feita no dia 30 de novembro, em uma cerimônia no Parlamento Latino-Americano, em São Paulo. Criado em 1988, o Prêmio Criança foi dedicado este ano aos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Todos os anos, a Abrinq premia quatro instituções ou pessoas que contribuíram para a defesa do direitos da criança.
Além de Curitiba, o prêmio foi concedido à Associação Comunitária Monte Azul, de São Paulo, ao Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Padre Marcos Passerini, de São Luiz (MA), e ao juiz Carlos de Barros Figueiredo, da 2ª Vara da Infância e Juventude de Recife (PE).
Desde a criação do prêmio, o Paraná foi contemplado duas vezes. No ano passado, o programa Ouvidor Mirim, da Ouvidoria Geral do Estado, foi um dos vencedores pelo trabalho de promoção da cidadania de crianças e adolescentes.
UTI neonatal - Entre as iniciativas que foram consideradas na hora de eleger a Secretaria Municipal de Saúde entre 155 inscritos, está a inauguaração da UTI neonatal do Hospital de Clínicas, no primeiro semestre do ano passado. Em um ano e meio de funcionamento, os leitos da UTI neonatal atenderam mais de 400 bebês de alto risco, como as prematuras nascidas com menos de 1,5 quilo e com insuficiência respiratória.
A prefeitura trabalha junto com hospitais e organizações nãogovernamentais como a Pastoral da Criança. Além da UTI neonatal, a assistência médica materno-infantil também inclui o programa de vigilância alimentar e nutricional de gestantes e bebês, o estímulo ao aleitamento materno e a aplicação de vacinas.
Também mereceu crédito a iniciativa de vacinar contra a meningite Hemofilus influenzae B, tipo grave de meningite que atinge crianças de até dois anos e que pode levar à morte ou deixar sequelas graves como surdez e retardo mental. Com a vacinação, a prefeitura reduziu a zero o número de morte de crianças pela meningite por Hemofilus.


