O aeroporto de Cascavel passará, nos próximos dias, por uma ampla reformulação em sua estrutura para melhorar o atendimento aos passageiros e possibilitar o pouso de aeronaves de maior porte. A prefeitura decidiu fazer a reforma por causa da demora no início das obras para construção do aeroporto regional, que segundo a secretaria municipal de Planejamento, deverá estar concluído somente em dez anos.
Os recursos para a reforma serão provenientes do programa Paraná Urbano. De um total de R$ 3,6 milhões repassados pelo Estado, cerca de R$ 900 mil serão utilizados nas melhorias do aeroporto. ‘‘A reestruturação do aeroporto é uma necessidade e atenderá o município de oito a dez anos, justamente o tempo previsto para a construção do novo aeroporto regional’’, explica o diretor da Secretaria de Planejamento, Anestor Tombini.
Entre as melhorias que serão realizadas no aeroporto está a ampliação em 75 metros da parte térrea do prédio que abriga passageiros e os serviços de aeroporto. A área total da estrutura será de 2.873 metros quadrados, divididos em dois pisos, que contará com sala vip, quatro guichês para as agências, rampas e escadas de acesso a embarque e desembarque de passageiros.
O responsável pela Divisão do Aeroporto, Willian Fischer Júnior, acrescenta que algumas melhorias serão realizadas também na pista, que tem 1.615 metros de comprimento por 30 metros de largura. Ele completa que atualmente a pista está habilitada para receber aeronaves com capacidade média de 100 passageiros, mas que a intenção é possibilitar o pouso de aeronaves maiores.
Uma das prioridades da administração do aeroporto é adquirir instrumentos mais sofisticados que auxiliem na comunicação com as aeronaves. A comunicação da torre com os aviões que utilizam o aeroporto de Cascavel, que foi inaugurado em 1977, é feita pelo sistema MDB, via rádio. ‘‘É um modelo antigo, porém o melhor do gênero em uso na maioria dos aeroportos do Mercosul’’, avalia Fischer.
O equipamento reivindicado pela administração do aeroporto é o Papi, que tem sinais luminosos como referência e que custa cerca de R$ 700 mil. ‘‘Pelo menos 25% dos vôos atualmente não operados, basicamente em função do mau tempo, passariam a ser realizados com sucesso através desse recurso’’, ressalta Fischer.

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