O município de Cascavel não manifesta qualquer intenção de tomar a iniciativa de lei para regulamentar o serviço de mototáxi, limitando-se a exigir o cumprimento de decisão do Tribunal de Justiça, que suspendeu liminar da Justiça local permitindo o funcionamento deste tipo de transporte de passageiros. A prefeitura, que recorreu ao Tribunal contra a liminar, já interditou a maioria dos dez pontos de mototáxi, onde atuavam mais de 150 pessoas.
O prefeito em exercício, Eduardo Marassi (PFL), sugeriu ontem que a Assembléia Legislativa poderia tomar a iniciativa de uma lei válida para todos os municípios. O deputado Edgar Bueno (PDT), de Cascavel, disse que a sugestão ‘‘equivale a lavar as mãos sobre o assunto, de responsabilidade dos municípios’’. A regulamentação do serviço também não é do interesse da maioria dos 21 vereadores de Cascavel, pois a Câmara mantém ‘‘engavetado’’ há muito tempo um projeto neste sentido.
Uma reunião de representantes dos mototaxistas no início da noite de anteontem com o prefeito Eduardo Marassi terminou sem que se alterasse a situação estabelecida com a decisão de interditar os pontos. Os trabalhadores do setor ameaçam continuar na atividade clandestinamente. Marassi disse que, se isso ocorrer, ‘‘caberá à Polícia Militar intervir’’, mas procurou contemporizar, afirmando que, embora o município já tenha comunicado o assunto ao 6º BPM, ‘‘não vamos influir na forma da PM atuar no caso’’.

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