Prefeitura de Arapongas é multada pelo IAP
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sexta-feira, 23 de julho de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Arapongas O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou a Prefeitura de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) em R$ 25 mil depois de vistoriar o aterro sanitário local e verificar uma série de irregularidades. O aterro, segundo o chefe-regional do órgão, Ney Paulo, acumula lixo doméstico, industrial e hospitalar sem respeitar as diretrizes ambientais exigidas por lei. Foram cinco multas de R$ 5 mil, uma para cada tipo de problema existente na área. No mês passado, a prefeitura fora autuada em R$ 18 mil pelo corte de 36 árvores de uma reserva de preservação ambiental no centro da cidade.
O aterro sanitário fica localizado na saída para Apucarana, bem perto de uma área residencial. O relatório do IAP aponta ainda que a prefeitura não possui licenciamento ambiental para depositar os resíduos e ignora a obrigatoriedade de evitar que garimpeiros trabalhem diariamente no local em busca de lixo reciclável. ''Existe ainda outro problema, que é a disposição de resíduos sólidos a céu aberto'', relatou o chefe do IAP.
A Folha telefonou para o secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Mauro Rodrigues Mello, para ouvir a versão da prefeitura sobre o relatório elaborado pelo instituto, mas o telefone celular dele estava na caixa postal. Segundo Ney Paulo, a prefeitura tem 20 dias para recorrer da multa.
Anteontem, mais um caso de desrespeito ambiental foi registrado na cidade. Um proprietário rural foi notificado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por cortar vegetação arbustiva de uma Área de Preservação Permanente (APP). O sítio, localizado ao lado do Parque Industrial II, possui cerca de 2,5 hectares de reserva legal (mata nativa) e abriga um pequeno rebanho de gado. A identidade do proprietário foi mantida em sigilo, a pedido do Ibama.
A chefe-regional do Ibama, Neuza Maria Emidio, presente no local, acredita que o proprietário tenha desmatado parte da vegetação para fazer uma trilha para o gado passar. ''Ele alegou que só estava cortando cipó, mas retirou também bambu, arbustos, samambaias e vegetação que estava se regenerando'', explicou Neuza. Nestes casos, segunda ela, a multa pode chegar a R$ 1,5 mil por hectare.


