O secretário geral da Prefeitura de Londrina, Gino Azzolini Neto, classificou ontem a ação na Justiça contra o novo horário de sete horas para o funcionalismo público de ‘‘descabida’’. A ação foi proposta pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) e deverá ser encaminhada hoje ao Fórum, data prevista para a publicação no Diário Oficial da reforma administrativa definindo a alteração na jornada de trabalho.
Com o novo horário, que passou a vigorar a partir de ontem, a Prefeitura funciona das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas. Uma hora a mais no atendimento, que até então começava às 9 horas. Para o sindicato, se tem aumento de horas trabalhadas também deveria haver aumento do salário, o que não aconteceu. Por isso, a medida seria inconstitucional.
‘‘Acho estranho que no mundo inteiro se trabalhe oito horas e aqui o sindicato pleiteia uma jornada privilegiada’’, destaca Azzolini, lembrando que os servidores prestaram concurso para trabalhar oito e não seis horas diárias. Ele observa que, quando houve a redução de jornada, na administração Luiz Eduardo Cheida (PT), não houve redução de salário. O secretário geral acredita ainda que os servidores, de modo geral, estão convencidos da necessidade do novo horário e não haverá maiores problemas.
Gino Azzolini Neto disse ontem que cada secretaria também poderá - conforme a própria necessidade - flexibilizar o horário de serviço, sobretudo em casos de atendimento ao público.
(Lúcio Horta)

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