Maringá - O Corpo de Bombeiros de Maringá vai desativar duas unidades da corporação por causa da falta de refeições. Dois caminhões de combate a incêndio e duas viaturas do Siate vão ficar parados a partir de sábado. O problema com a falta de alimentação se agravou nas últimas duas semanas. A prefeitura suspendeu o repasse de verbas para a compra de alimentos em função das vistorias que os auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) estão fazendo nas contas do Fundo de Reequipamento do Bombeiro (Funrebom).
De acordo com o tenente Gilberto Glavovisk, a desativação das unidades será necessária porque a corporação vai mudar o esquema de plantão. Atualmente, 45 policiais trabalham em turnos de 24 horas e fazem três refeições diárias nas unidades do Corpo de Bombeiros. A partir deste final de semana, os bombeiros irão trabalhar em turnos de seis horas.
Segundo ele, o Corpo de Bombeiros tem um gasto anual de R$ 84 mil com alimentos. Até fevereiro, a prefeitura repassava os recursos por conta de um convênio assinado entre o município e o governo. Entretanto, o convênio contraria a legislação do Funrebom, que atribui ao município a obrigação de repassar os recursos apenas para reequipamento da corporação e com a instalação do quartel. Os recursos para alimentação deveriam ser repassados pelo Estado.
O prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) disse que não vai permitir a licitação para a compra de alimentos ao Corpo de Bombeiros até o fim da auditoria do TCE.

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