A Secretaria Municipal de Obras de Londrina e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) convocaram os seis proprietários de portos de areia que exploram o Rio Tibagi, no Distrito de Lerroville (zona sul), para uma reunião na manhã da próxima segunda-feira. Os areeiros, como são conhecidos, segundo a prefeitura, são os responsáveis pela deterioração da estrada vicinal que liga o distrito a Londrina, por estarem trafegando com excesso de peso nos caminhões.
‘‘Será uma reunião de conscientização’’, aponta o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. Ele afirma que os 12 quilômetros da estrada não foram dimencionados para suportar o intenso tráfego de caminhões.
O problema, segundo o secretário, já foi solucionado na estrada vicinal do Distrito de Nova Londrina, onde os areeiros passaram a respeitar a capacidade dos caminhões. Neste caso, porém, a areia custa um pouco mais caro ao consumidor final.
Caso não seja alcançada uma solução definitiva, o secretário antecipa que a prefeitura poderá tomar uma atitude mais enérgica: a instalação de uma balança e um fiscal para fazer a pesagem dos caminhões. Outra saída seria refazer a estrada para que pudesse comportar o trânsito pesado, ‘‘mas o município não tem recursos para isso.’’
Os donos de porto, por sua vez, não concordam com a posição do secretário. Um empresário do setor (que não quis ser identificado) ouvido pela Folha disse que trabalha há mais de 25 anos explorando a areia do Tibagi e que as estradas de Lerroville a Apucaraninha nunca estiveram tão abandonadas.
‘‘É uma estrada que eu sempre usei e faz meses que a prefeitura não faz a conservação’’, apontou. Ele completa que a estrada pavimentada que liga o Distrito de Paiquerê até a rodovia que traz a Londrina também está precisando de cuidados.

mockup