Para evitar a ação de catadores de lixo no único aterro sanitário do município, a Prefeitura de Ponta Grossa foi obrigada a contratar uma empresa de segurança particular. Famílias inteiras vivem de coletar material reciclável no chamado ‘‘Lixão do Botuquara’’. Algumas pessoas moram em barracos, que foram improvisados em áreas ao lado do aterro.
Com dificuldades de impedir a presença dos catadores, a prefeitura tomou uma atitude mais drástica. Hoje 30 homens de uma empresa de segurança fazem a vigilância do local. Por um contrato de 30 dias, o município precisou gastar R$ 20 mil. Caso a presença da segurança não intimide os catadores, a administração pretende acionar a Polícia Militar para reprimir as pessoas que frequentam o local.
O Departamento Jurídico da prefeitura alega que já foram propostos vários acordos para que os catadores deixem o lixão. O problema estaria na contra-proposta dos catadores, que para se enquadrarem em um programa da Secretaria de Assistência Social estariam pleiteando um salário de R$ 600,00, considerado impraticável pela prefeitura municipal. Esse seria o valor que os catadores garantem que conseguem com a venda do material reciclável tirado do lixão.
Quando terminar o contrato com a empresa de segurança, a prefeitura deve colocar servidores municipais para fazer a vigilância do local. O município está chamando 30 pessoas que passaram em um concurso público realizado em 97 para trabalharem como seguranças.
A Secretaria de Assistência Social está tentando encontrar uma saída para o problema do lixão. A idéia é colocar em prática um programa que tenha por base a remoção das pessoas do lixão, com a garantia de trabalho e moradia. Atualmente aproximadamente 50 pessoas garimpam no lixão, sem nenhuma condição de higiene. As 20 pessoas, que de acordo com a prefeitura moram nas proximidades do aterro, vivem em condições quase sub-humanas.
A possibilidade de o município acionar a Polícia Militar está relacionada ao relatório da empresa de segurança, que diariamente estará dando conhecimento ao Poder Público da situação do local. Se a segurança particular não inibir os catadores, a prefeitura garante que vai solicitar a força policial.

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