Prefeitura comprará vacina que Ministério não repassa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de junho de 1997
Lucília Okamura 
A Prefeitura deve adquirir nesta semana um lote de cerca de 150 doses de vacina contra hepatite B para atender os casos notificados até agora. A medida visa evitar que o problema se agrave com a falta de vacinas, que não estão sendo repassadas pelo Ministério da Saúde.
A hepatite B é a considerada a mais grave entre os três tipos existentes. Em Londrina existem cinco casos notificados da doença, sendo que outros estão em investigação. A chefe do Departamento de Informação em Saúde da Autarquia Municipal de Saúde, Marta Teresa Novaes, explica que as vacinas são necessárias para o bloqueio que é realizado toda vez que um caso é detectado - as doses são aplicadas nas pessoas que tiveram contato com o doente.
A partir desta semana começamos a ficar preocupados com a situação e, para evitar que a vacina venha realmente a faltar, resolvemos tomar uma providência. Marta Novaes diz que as 150 doses devem custar cerca de R$ 4.500,00. Os recursos devem ser liberados hoje ou amanhã.
As vacinas a serem adquiridas serão destinadas exclusivamente aos casos em andamento e não estarão disponíveis nos postos de saúde para crianças com menos de um ano de idade. A médica da Divisão Epidemiológica da AMS, Marisa Galimbertti, explica que a vacina de hepatite B para crianças são aplicadas em três doses, aos dois, quatro e nove meses de idade.
Marisa Galimbertti acredita que no caso das crianças, há condições de esperar o envio de novos lotes pelo Ministério da Saúde. Segundo anúncio feito nesta semana pelo Ministério, quatro milhões de doses de vacina contra hepatite B serão adquiridas em breve, através do Fundo Rotatório da Organização Mundial de Saúde.
A hepatite B é transmitida através de fluidos corporais, como sangue, saliva e esperma. Os sintomas mais comuns são icterícia, vômitos, urina escura e indisposição geral. O período de incubação da doença é variável, mas a média é de seis meses. Marta Novaes informa que, geralmente, o tratamento é feito em caráter ambulatorial e não exige internação.
Ao contrário de outros locais, Londrina não está sofrendo com a falta de vacinas nos postos de saúde, como afirma Marta Novaes. Não há falta significativa na rede e a situação está sob controle, observa. Ela afirma que, se começarem a surgir problemas de falta de vacinas, o Município deverá tomar providências. Em Londrina, existem 35 postos de saúde na área urbana e 13 na rural.


