Depois de 25 anos de discussão, o município de Ponta Grossa finalmente encontrou um terreno para a instalação do aterro sanitário da cidade. A prefeitura vinha sendo pressionada pelos ambientalistas para acabar com o ‘‘lixão do Botuquara’’, local onde hoje funciona o único depósito de lixo de Ponta Grossa. A área fica próxima ao Recanto Botuquara, que além de ser um local de preservação ambiental, ainda é utilizado como balneário por milhares de pessoas.
O novo aterro será estruturado em um terreno de aproximadamente 20 alqueires, na localidade de Bocâina, região norte do município. A prefeitura já desapropriou a área e agora está solicitando autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para estruturar o aterro. Para instalar o ‘‘lixão’’ é preciso uma licença prévia do IAP, segundo Simone Canto Jorge, secretária municipal de Turismo e Meio Ambiente.
Apesar do terreno já estar definido, o novo aterro só estará pronto para ser utilizado em dois anos. Para iniciar a estruturação do local, dentro do que exige a legislação ambiental, são necessários diversos estudos técnicos que envolvem análises de solo e do impacto ambiental. A primeira análise, explica a secretária, já está sendo providenciada pela prefeitura. Para dar entrada nos papéis de liberação junto ao IAP, o município precisa ter uma pré-análise da estrutura do solo.
Para adquirir a área, desapropriada por R$ 150 mil, a Secretaria de Meio Ambiente desenvolveu um estudo prévio, mapeando todo o local. De acordo com Simone Canto, o terreno precisava estar distante de rios, córregos e grandes áreas verdes.
Com aproximadamente 260 mil habitantes, a população de Ponta Grossa produz entre 100 e 120 toneladas de lixo por mês. Além da questão ambiental, o Botuquara ainda tinha o problema social. Dezenas de catadores de lixo estavam morando nas proximidades do local e vivendo do lixo reciclável que retiram do aterro. Há dois meses o município foi obrigado a contratar uma empresa de segurança para impedir a entrada de catadores no local.César FerrariLixo produzido na cidade é depositado no ‘‘Lixão do Botuquara’’Giovani Ferreira

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