Prefeitura combate esgoto irregular
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Curitiba 
DivulgaçãoTesteTécnicos aplicam corantes nos vasos sanitários e verificam se esgoto vai para a rede coletora da SaneparA Prefeitura de Curitiba começou a multar cerca de 250 proprietários de imóveis que mantêm ligações clandestinas de esgoto no Córrego Tarumã, que corta o Bosque de Portugal nos bairros Bacacheri e Jardim Social. As multas variam entre R$ 320,00 a R$ 1 mil e são aplicadas nos casos reincidentes, ou seja, de proprietários que foram notificados, receberam prazo de seis meses para regularização mas não executaram as obras para ligar a sua residência à rede de tratamento da Sanepar, explica o secretário municipal do Saneamento, Eduardo Conter.
Na região do Córrego Tarumã a Secretaria Municipal do Saneamento desenvolve há dois anos, em parceria com a Sanepar, um programa de despoluição. Das cerca de 2,5 mil ligações vistoriadas, mais da metade (1,3 mil) estavam em situação irregular. Hoje, o percentual de irregularidades caiu para 10%, diz a engenheira Kátia Medeiros, do Departamento de Fiscalização e Controle de Saneamento da Secretaria.
Segundo Kátia, os primeiros sinais de despoluição do Córrego Tarumã já são perceptíveis. Os resultados vêm sendo comprovados por testes de laboratório realizados com amostras de água do rio. Além disso, diminuiu o mau cheiro que o córrego exalava, o que também é um bom sinal de despoluição , afirma.
O programa também atinge a Bacia do Rio Belém, que serve a cerca de 20 mil imóveis em seis bairros de Curitiba, cerca de 13% do total das ligações de esgoto existentes na cidade. Segundo o secretário municipal do Saneamento, dos 13 mil imóveis vistoriados até agora, cerca de 3,9 mil (30%) não utilizavam a rede coletora de esgoto disponível na região e lançavam o esgoto nos rios próximos. No Belém, a fiscalização atinge os bairros São Francisco, Mercês, Bigorrilho, Alto da Glória, Alto da XV e Centro.
O engenheiro da Sanepar Eduardo Guide, coordenador do programa, explica que, além da fiscalização, a empresa está construindo coletores de esgoto nos bairros para possibilitar as ligações. O objetivo é despoluir, no prazo de dois anos, as bacias do Tarumã, Ribeirão dos Padilha e Belém, com a fiscalização de 100 mil imóveis, informa.
O trabalho é realizado com o levantamento de campo. Nas ruas servidas por rede coletora é possível encontrar dois tipos de irregularidades: ligação das tubulações de esgoto à rede de captação de águas da chuva (galerias pluviais), e ligação de galerias pluviais à rede que serve para coletar o esgoto.
Para verificar a ligação, os técnicos aplicam corantes nos vasos sanitários e, após a descarga, verificam se os efluentes estão indo para a rede coletora da Sanepar ou para as galerias de águas pluviais. A verificação é feita junto aos poços de inspeção da Sanepar, geralmente encontrados em frente às residências.
As águas da chuva não devem ser encaminhadas para as redes coletoras de esgoto.


