Prefeitura cassa alvará de boates em C.Mourão
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de novembro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
A Prefeitura de Campo Mourão cassou os alvarás de funcionamento das boates Sbornya e AJR. As notificações das cassações foram publicadas ontem no Órgão Oficial do Município. Com a decisão, os dois estabelecimentos ficam interditados em definitivo e só podem voltar a funcionar por determinação judicial. As cassações atenderam pedido apresentado no mês passado pelo Ministério Público, que chegou a realizar blitz nas duas boates.
O pedido do MP foi assinado pelos seis promotores da comarca de Campo Mourão. Eles argumentaram que as boates funcionavam como casas de prostituição e como locais de favorecimento à prostituição. Os representantes do MP entenderam que estava havendo desvio de função dos estabelecimentos. O procurador-geral da prefeitura, Roberto Ribeiro de Castro afirmou ontem que outros estabelecimentos similares também poderão ser embargados.
O promotor José Lafaieti Barbosa Tourinho reafirmou ontem que as blitzes do MP às boates foram realizadas após uma série de denúncias. Em duas visitas às boates, com o apoio da Polícia Militar, os promotores chegaram a prender sete funcionários acusados de gerenciar os estabelecimentos e uma stripper por porte de maconha. Não foram flagradas menores em nenhuma das boates. Tourinho disse que as fiscalizações vão continuar.
O advogado da boate Sbornya, Robervani Pierini do Prado, afirmou ontem que já havia entrado com um mandado de segurança pedindo o restabelecimento do alvará para a empresa. Ele tinha esperanças de que uma liminar fosse concedida ainda ontem. Se não conseguirmos, vamos recorrer ao Tribunal de Justiça, disse. Prado alegou que o alvará da boate foi cassado sem que o estabelecimento tivesse direito de se defender.
As blitzes dos promotores a boates da cidade já resultaram numa denúncia à subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Prado argumentou que as prisões dos funcionários da boate Sbornya foram arbitrárias. Eles foram soltos três dias depois por ordem do juiz da 2ª Vara Criminal Mário Carlos Carneiro, que também considerou abusivas as prisões de funcionários devido à ausência dos proprietários da boate. O MP contestou o despacho do juiz.


