Prefeitura busca outras alternativas
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente está estudando novas tecnologias que devem ser adotadas para a transformação do lixo tóxico produzido pelos hospitais. Até julho deve ser definido se o material será tratado por microondas, sistema de auto-clave, ou outra técnica mais eficiente do que a incineração. A implantação do novo sistema ainda não tem data para início.
A nova tecnologia vai ser implantada para dar conta de 15 toneladas de lixo hospitalar produzidas diariamente, que vão para a vala séptica. Localizada na Cidade Industrial, a vala está com capacidade esgotada. Outras 8,5 toneladas - que não representam risco de contaminação - vão para o aterro sanitário ou para reciclagem e 1,5 toneladas continuarão a ser queimadas nos incineradores. ‘‘Os incineradores desempenham um papel importante ao evitar os riscos com o transporte de resíduos perigosos dos hospitais para uma área de tratamento. Por isso, na medida da necessidade, continuarão sendo utilizados’’, explica Sérgio Tocchio, secretário municipal do Meio Ambiente.
A SEMA orienta os hospitais a separar o lixo produzido, antes da chegada dos caminhões de coleta. O material não considerado tóxico, como caixas de papelão onde vêm acondicionado os medicamentos, vai para o processo de reciclagem. Com a separação foi possível uma redução de 35% no volume de lixo enviado à vala séptica. Com o programa de separação, o volume caiu de 23 para 15 toneladas por dia.
O tratamento por microondas e por auto-clave são as formas que mais provelmente serão adotadas pela prefeitura. O sistema de bombardeamento por ondas magnéticas esteriliza até 30 quilos de lixo por hora. O processo de auto-clave transforma os resíduos através de alta temperatura e vapor.(D.N.)cm

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