Londrina – Praças, canteiros e rotatórias sem manutenção estão com os dias contados em Londrina. Esta foi a promessa da prefeitura com o lançamento do projeto "Empresa Boa Praça". Por meio de um edital de licitação, empresas e pessoas físicas poderão assumir a responsabilidade pela limpeza e organização dos espaços com a reforma e instalação de bancos e lixeiras padronizados. Em troca, poderão fazer publicidade nos locais.
A proposta foi elaborada em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização. De acordo com o levantamento feito pela CMTU, Londrina possui 360 pontos de áreas verdes que somam, aproximadamente, 1 milhão de metros quadrados. Na primeira etapa do projeto serão licitadas 42 áreas num total de 200 mil metros quadrados.
O presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, explicou que os espaços foram escolhidos de forma aleatória e divididos em 14 lotes. "Cada lote possui uma praça de alta visibilidade avaliada pelos nossos técnicos e outras duas áreas de menor visibilidade como nos bairros, por exemplo. O importante é que toda a cidade vai ser contemplada", destacou. A expectativa da companhia é economizar R$ 160 mil por mês com os serviços de capina, roçagem e outras melhorias que são executadas aos poucos.
Na região central, 12 áreas serão disponibilizadas por meio da licitação, entre elas as praças Rocha Pombo, da Bandeira e a Tomi Nakagawa e o Bosque Municipal. Conforme Geirinhas, o problema da superpopulação de pombos continuará sob responsabilidade do município e a empresa interessada assumirá os serviços de manutenção, limpeza e reforma do espaço.
"Se não tiver interessados, fica sem ninguém e continuaremos dando o apoio que temos junto com a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente). Agora, nós temos que avaliar isso de uma outra forma: Quanto custa uma placa de propaganda no centro da cidade em um dos pontos mais nobres? Olha, posso te garantir que tem empresas interessadíssimas naquela área", ressaltou Geirinhas, sem revelar nomes.

DÚVIDAS
Nem todos os que passam pelo Bosque diariamente ficaram convencidos com a proposta. "Se não resolver essa coisa dos pombos, não adianta. A gente que vem aqui direto já fica com esse cheiro de pombo no nariz. Eu nem sinto mais nada. Essa ideia é até que boa, mas tem que esperar pra ver se dá certo.", disse o aposentado Sebastião Moreira enquanto jogava cartas em uma das mesas.
Já o taxista Arnaldo de Jesus, que trabalha ao lado do bosque há 35 anos, aposta na medida para resolver a falta de manutenção. "Acho que pode dar certo sim. Se conseguirem tirar os pombos, dá para deixar tudo bem limpinho. Com uma reforma, o pessoal deve se animar para frequentar mais o bosque", afirmou.
O Bosque Municipal possui 21 mil metros quadrados de área total. De acordo com o prefeito Alexandre Kireeff, a Sema já foi autorizada a adotar as medidas necessárias para controlar os pombos. "Vamos fazer de forma experimental e vamos instalar lâmpadas para espantar os pombos. Espero que seja uma experiência bem sucedida", explicou. As estruturas serão colocadas, primeiramente, na área do Bosque Municipal. Kireeff não deu prazos para a implantação do sistema.

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