A secretaria municipal de Obras e Pavimentação está em fase final de avaliação de três terrenos para a construção de um novo cemitério público em Londrina. Segundo o diretor de loteamentos, Ossamu Nagakura, as áreas em estudo estão localizadas nas regiões Norte e Sul da cidade.
Londrina tem hoje cinco cemitérios municipais, que somam pouco mais de 10 alqueires de área. Para o sexto, a secretaria de Obras e a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf) procuram um terreno de, no mínimo, cinco alqueires, mesmo tamanho do cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte). ''Precisamos manter a localização em sigilo'', afirmou Nagakura. De acordo com ele, a procura começou há pelo menos dois anos.
A carência, contudo, é bem mais antiga. Com uma média de 8 a 10 óbitos diários, Londrina está prestes a completar 15 anos sem a construção de um novo cemitério. O último a ser construído na cidade foi o São Paulo (Zona Sul), em 1989. A pendência é uma das heranças deixadas para o novo comando da Acesf, que deve assumir na próxima semana. O atual diretor, Wilson Battini (PMDB), deixará o cargo por motivos políticos.
Dos cinco cemitérios municipais de Londrina, apenas o Jardim da Saudade, ampliado há cerca de um ano, dispõe de espaço livre, em terra, para novas covas. De acordo com Battini, a expansão abriu o equivalente a cerca de mil vagas. O diretor da Acesf explica que é a rotatividade entre inumações (enterros) e exumações (remoção dos restos mortais) que tem garantido a oferta de vagas ao longo dos anos, apesar da saturação dos espaços.
''Existe um percentual elevado de famílias que já possuem terrenos nos cemitérios. Com o processo de inumação e exumação, você vai contornando o problema. Se isso não acontecesse, teríamos uma cidade inteira só de cemitério'', compara. Ele lembra, por exemplo, que no período de janeiro de 2002 a janeiro de 2004, foram feitos 476 sepultamentos no Cemitério São Pedro (Área Central), o mais antigo da cidade.
Battini classifica o problema da escassez de vagas para enterros como ''contornado, mas não com tranquilidade''. Ele aponta que a construção de um novo cemitério pode levar anos, já que a escolha do terreno tem de ser cautelosa e aprovada pelos órgãos ambientais, além de esbarrar na resistência de moradores vizinhos ao local.

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