Prefeitura atrasa repasse e prejudica usuários do SUS
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de janeiro de 1999
Lucilia Okamura 
O atraso no pagamento da mensalidade da prefeitura de Cambé (13 km a oeste de Londrina) ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) causou transtornos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) daquela cidade. Por duas semanas, eles ficaram sem poder realizar consultas. A situação está normalizada só até o final do mês, já que se a prefeitura não pagar o restante do débito, as consultas voltam a ser suspensas.
O Consórcio é constituído por 19 prefeituras da região que pagam uma mensalidade proporcional ao número de habitantes. No caso de Cambé, a parcela mensal é de R$ 1,6 mil para que os usuários tenham direito a consultas médicas. O Cismepar oferece 28 especialidades, segundo a diretora Vânia Brum Moraes.
Ela explica que, por causa do problema de atraso das mensalidades, em 1997, foi realizada uma reunião do Conselho dos prefeitos e firmado um acordo prevendo o bloqueio das consultas a partir de um mês de atraso.
A prefeitura de Cambé atrasou os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Por isso, no início deste mês, as consultas foram bloqueadas. Anteontem, a prefeitura de Cambém pagou a mensalidade referente a setembro. Vamos esperar até o final do mês para receber, senão podemos bloquear novamente.
O secretário municipal interino da Fazenda, João da Silva, explica que as agendas de consultas estão sendo agilizadas para atender todos os usuários. Ele garante que na próxima semana o problema das outras parcelas atrasadas deverá ser solucionado.


