Londrina
Os 6.500 servidores municipais não receberão pagamento hoje. Os salários, que deveriam ser creditados na conta corrente dos funcionários no último dia útil do mês, sairão apenas no dia 2 de outubro, segundo informação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv).
O presidente do sindicato, Gláudio Renato de Lima, diz que recebeu a confirmação de novo atraso do pagamento na tarde da última sexta-feira. Ele foi comunicado pelo secretário municipal da Fazenda, Luis César Guedes, que explicou que a Prefeitura tem apenas R$ 2 milhões em caixa. A folha de pagamento é de aproximadamente R$ 5,5 milhões.
Como não há certeza de que o pagamento será mesmo efetuado no dia 2, o Sindserv marcou assembléia para aquela data, às 18 horas, no auditório da Supercreche (área central). Os servidores querem definir estratégias no caso de o pagamento não ser creditado na quinta-feira.
Gláudio Lima espera que no dia 2 a Prefeitura libere, pelo menos, uma parcela dos salários. ‘‘A maioria dos servidores ganha até R$ 500,00 e com o dinheiro em caixa dá para pagar uma grande parcela’’, observa o presidente do sindicato. Neste ano, a Prefeitura atrasou o pagamento vários meses.
Já pensando nas dificuldades para efetuar o pagamento do 13º salário, a Prefeitura quer pedir um empréstimo de R$ 5 milhões para esse fim. Projeto de lei pedindo autorização do Legislativo para obter o empréstimo foi votado ontem, em regime de urgência, no final da sessão da Câmara de Vereadores.
Aprovada em primeira discussão, a matéria precisa ainda passar por mais duas votações antes de ser sancionada pelo prefeito Antonio Belinati (PDT).
Segundo o projeto, o empréstimo será realizado junto a entidades financeiras oficiais e o prazo de amortização será de no mínimo dois anos. A Prefeitura dará como garantia parcelas da arrecadação tributária municipal, inclusive quotas do Fundo de Participação do Município (FPM) e parte do Imposto Sobre Operações de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O líder do prefeito Antonio Belinati na Câmara, vereador Renato Araújo (PPB), diz que os recursos serão usados somente em novembro, para pagamento da primeira parcela do 13º salário, mas é preciso aprovar o projeto agora por causa do Banestado - agente financeiro e avalista na transação.
Renato Araújo explica que o banco precisa desde já fazer uma avaliação da receita do ICMS recolhido pelo Município para verificar a viabilidade do empréstimo. Parte do dinheiro deverá ser utilizado também no pagamento de fornecedores.

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