Depois de muita polêmica em torno das obras de revitalização do Lago Igapó 2, em Londrina, a Secretaria Municipal de Obras conseguiu chegar a um projeto que agradou desde os moradores da região até os órgãos responsáveis pelo meio ambiente. Apresentado ontem na sede do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), o projeto será dividido em quatro etapas, que incluem a reforma da ponte na Avenida Higienópolis; construção de uma barragem/vertedouro; revitalização e urbanização das margens do lago e desassoreamento.
A primeira etapa, essencialmente técnica, já foi licitada e a Construtora de Obras KRB, de Londrina, irá iniciar os serviços logo depois do Carnaval. Segundo o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, na próxima quinta-feira o tráfego na Higienópolis deverá ser interrompido. As duas pontes serão reforçadas com a construção de lajes de transição nas extremidades, visando amortecer o fluxo de veículos.
A construção da barragem, um dos aspectos que vinham dividindo opiniões desde que o lago foi esvaziado, no final de maio do ano passado, será feita utilizando o sistema de gabiões (tipos de caixas preenchidas por pedras e envoltas por estrutura de arame, com a função de obstruir e elevar o nível da água). O sistema, além de eficiente, é considerado mais ecológico, por não utilizar concreto. A empresa Mecsolos Projetos Geotécnicos é a responsável pelo projeto.
Esta segunda etapa da revitalização do lago, em fase de licitação, está orçada em R$ 544 mil. O edital foi publicado no último dia 31 e a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas deverá acontecer no dia 21 ou 22 deste mês. A empresa vencedora terá 120 dias para executar as obras.
O projeto de revitalização e urbanização das margens está sendo finalizado pela arquiteta Silvana Toniolo, contratada pela empresa Metalbat (patrocinadora das obras) para desenvolver a tarefa. Está prevista a construção de pista de cooper, ciclovia, trapiches, áreas de refúgio e parques infantis. O aterro hoje existente no lago será transformado em uma ilha.
Segundo o secretário de obras, a meta é entregar o lago reurbanizado aos londrinenses até o final do ano. Porém o trabalho de desassoreamento, que será feito por uma draga flutuante, deverá permanecer por um período indefinido. ‘‘Acho que até o final da atual gestão’’, arriscou.
Além de Aloysio de Freitas, estiveram presentes na apresentação do projeto o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida; o chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Londrina, Andrew Pinheiro Neto, que na ocasião entregou a licença ambiental para a realização das obras; a promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepre Moreira; os técnicos responsáveis pela elaboração do projeto; o presidente da ONG Patrulha das Águas, João Batista; e o presidente da Associação dos Moradores do Alto do Igapó, Ewerton Cangussu.

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