Prefeitura apóia suspensão de obra
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terça-feira, 23 de janeiro de 2001
Silvana Leão De Londrina 
Moradores do Jardim Presidente (zona oeste de Londrina) reuniram-se ontem de manhã com o prefeito Nedson Micheleti (PT) para discutir uma saída administrativa que permita a suspensão das obras de instalação de uma antena de telefonia celular no bairro. Durante protesto realizado no sábado, os moradores decidiram entrar com mandado de segurança contra a empresa de telefonia Global Telecom, responsável pela antena. Ontem, porém, o grupo estava decidido a tentar primeiro uma alternativa na esfera administrativa.
Vamos entrar com um pedido para o prefeito sustar a obra, afirmou o promotor aposentado José Araídes Fernandes, vizinho do local determinado para a instalação do equipamento. Ele argumenta que, enquanto isso, daria tempo da Câmara de Vereadores apreciar o veto feito por Micheleti à lei preparada para regulamentar o assunto e de ser realizado um estudo de impacto ambiental.
Também queremos que a empresa apresente provas de que estas antenas realmente não trazem problemas à saúde, disse Fernandes. Segundo ele, se o prefeito não acatar o pedido de suspensão do alvará da obra, os moradores deverão entrar com medida judicial ainda esta semana, já que consideram urgente a questão.
Durante a reunião de ontem, Nedson Micheleti pediu aos moradores do bairro que formassem uma comissão capaz de fundamentar tecnicamente o pedido. Coloquei à disposição do grupo a estrutura do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e da procuradoria jurídica para que o requerimento a ser preparado por eles tenha uma boa fundamentação, disse o prefeito. Micheleti quer que conste do pedido argumentos quanto a possíveis prejuízos à saúde humana, além de questões urbanísticas e ambientais.
No período da tarde nova reunião sobre o assunto foi realizada na sede do Ippul, com a presença do presidente do órgão, Jurandir Guatassara Boeira; do secretário de Obras do município, Luís Carlos Bracarense, e de moradores do Jardim Presidente, que estiveram acompanhados do advogado Newton Morato.
De acordo com José Araídes Fernandes, o requerimento administrativo que deverá ser protocolado hoje vai se basear acima de tudo no artigo 225, inciso 4º da Constituição, que prevê a necessidade de estudo de impacto ambiental em casos de suspeita de modificações no meio ambiente.


