Prefeitura apela à Igreja para manter taxa de luz
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sábado, 20 de outubro de 2001
Sid Sauer<br> De Campo Mourão 
A prefeita de Barbosa Ferraz (74 km a leste de Campo Mourão), Elza Marques Gonçalves (PFL), pediu aos padres e pastores da cidade que aconselhem os fiéis a continuarem pagando a taxa de iluminação pública junto com a conta de luz. O apelo foi a forma que a prefeita encontrou para tentar evitar o corte do fornecimento de luz na ruas da cidade.
''Estamos com uma dívida de R$ 45 mil e a Copel já nos pressiona para receber'', disse Elza. Segundo ela, cerca de 60% dos moradores da cidade já deixaram de pagar a taxa de iluminação. Com isso, a prefeitura só vem arrecadando cerca de R$ 4 mil dos R$ 13 mil gastos mensalmente com a iluminação pública.
O padre João Donizete Pitondo disse que teve apenas uma conversa informal com a prefeita e não repassou o pedido aos fiéis. Mas ele acha difícil convencer a população. ''A iluminação na periferia não é satisfatória.'' Já o padre Roberto Carlos Reis defende que o assunto seja debatido com a comunidade. ''Se tantos estão deixando de pagar, deve ter algum motivo.''
Em Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão), o prefeito Euclides Saqueti (PPS) tentou outra forma de convencer a população a voltar a pagar a taxa de iluminação. Ele enviou cartas aos 34% dos contribuintes que suspenderam o pagamento. Apenas 10% voltaram a pagar a taxa. ''Pelo menos estamos empatando o investimento'', disse o prefeito.
Entre Barbosa Ferraz e Engenheiro Beltrão, o município de Quinta do Sol vive situação diferente. O prefeito Narcizo Cacilha (PFL) suspendeu a cobrança da taxa do início do ano, alegando que não era justo o pagamento ser feito por apenas parte da população. Para o ano que vem, porém, a taxa deve voltar. ''Estamos estudando um jeito de fazer a cobrança'', avisa Cacilha.


