Um dos setores da administração municipal onde os funcionários fazem hora extra com frequência é a Secretaria de Obras. Isso acontece por conta da sobrecarga de trabalho, consequência do deficit de engenheiros. Hoje a pasta conta com 29 profissionais da área. Desde abril, nove foram contratados, o que diminuiu um pouco a sobrecarga dos profissionais responsáveis pela elaboração de projetos que garantem a vinda de recursos para o município. A consequência direta é a redução da necessidade de contratação de empresas terceirizadas. O número ainda está longe do ideal. Estimativa da própria secretaria aponta que o ideal seria contar com cerca de cem profissionais. "Na prática, eu podia contar com apenas 15 dos 20 atuando na linha de frente. Os demais atuavam em funções burocráticas", explicou o secretário municipal de Obras, Walmir Mattos.
Vale lembrar que esses profissionais respondem pela Secretaria de Obras, mas também atendem reivindicações de outras pastas, como Saúde, Educação, Cultura e Assistência Social, além de atender as outras interfaces com a população na aprovação de projetos, alvarás, emissão de habite-se e autorizações para novos loteamentos.
Em 2014, uma comissão de inquérito da Câmara Municipal de Londrina constatou, entre os inúmeros problemas que a pasta apresentava, um deficit de profissionais que atuam no órgão. Mattos chegou a comparar o número de profissionais do departamento de elaboração de projetos em Curitiba com o de Londrina. O quadro desse setor na capital paranaense conta com 15 profissionais, enquanto Londrina contava com apenas três profissionais até abril. O secretário acrescentou que pelo menos dez novas contratações serão feitas ao longo de 2016.
O reflexo dessas novas contratações é que a pasta ganhou um fôlego novo, o que tem garantido o planejamento de obras viárias para a cidade. "Todos os projetos viários têm sido desenvolvidos pela própria prefeitura. Temos conseguido aprovar mais financiamentos e entre as razões para conseguir isso está a adoção de equipe própria, o que ajudou a otimizar recursos e evitou a contratação de projetistas", destacou.
Este ano, dos R$ 67 milhões que serão utilizados para obras de recape ou novas pavimentações, R$ 10 milhões serão utilizados em obras executadas com recursos próprios e R$ 57 milhões são oriundos de financiamentos do fundo ParanaCidade ou da Caixa Econômica Federal.
Do total da verba do ParanaCidade, R$ 2 milhões já estão sendo utilizados para o recape de ruas centrais de bairros como a Vila Ipiranga e de parte do Parque Tucano (zona sul). A segunda etapa financiada por esses recursos estaduais está sendo licitada por R$ 4,5 milhões e atenderá os bairros Bela Vista (centro), Jardim dos Bancários (oeste), Jardim Palermo (centro) , Lago Parque (zona sul), Shangri-lá (zona oeste), Parque das Indústrias Leves (zona leste), Waldemar Hauer (zona leste), Jardim Bela Suíça (zona sul), entre outros. A terceira etapa com recursos desse fundo, avaliada em R$ 4,5 milhões, deve contemplar os jardins Colonial (zona sul) e Higienópolis (centro), Vale do Cambezinho (zona sul) e Conjunto Vivi Xavier (zona norte).
O município obteve ainda R$ 4,5 milhões de financiamento pela Caixa Econômica Federal para recape, verba que está sendo investida na Avenida Tiradentes (zona oeste), jardins Adriana (zona sul), Jockey Club (zona oeste), Coroados (zona oeste), e ruas Araçatuba, Cornélio Procópio, Fernando de Noronha, Uraí e Ibiporã, além da Avenida Maringá (zona oeste).
Entre as obras em fase final de aprovação pela Caixa estão o Arco Leste, avaliado em R$ 17 milhões, e a duplicação da Avenida Aminthas de Barros (zona sul). Outra obra prevista é o alargamento da Avenida Faria Lima, estimado em R$ 7 milhões.
Entre as obras novas em fase de finalização, estão a duplicação da Avenida Angelina Ricci Vezozzo (zona leste), que vai custar R$ 4 milhões; e a pavimentação da Rua Antônio Carvalho Lage Filho (zona norte), com valor estimado em R$ 2,2 milhões.
A construção de duas e a duplicação da Rodovia Mábio Gonçalves Palhano serão concluídas em agosto. O custo total da obra está estimado em R$ 1,9 milhão. A duplicação da Castelo Branco, por sua vez, será concluída até o final do ano. "Estamos trabalhando com uma expectativa de valores em torno de R$ 3,5 milhões para essa obra", apontou.

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