Campo Mourão Os galhos resultantes da poda de árvores em área pública em Campo Mourão serão transformados em adubo orgânico nos próximos 90 dias. Hoje, esta transformação é feita em apenas 33% dos restos das podas. A ampliação será possível porque o projeto chamou a atenção de organizações ambientais e recebeu ajuda do Fundo Nacional do Meio Ambiente.
As fontes da matéria-prima processada também serão ampliadas, com o aproveitamento de resíduos orgânicos de restaurantes, supermercados e da feira do produtor rural. Para isso, a unidade que processa os resíduos de poda, instalada no Horto Municipal, será transformada no Centro de Processamento de Resíduos Orgânicos (Cepro) e contará com um sistema próprio de coleta.
Um triturador de 40 VC de potência está sendo comprado para ampliar a capacidade de processamento. Desde que foi criado, em 2000, o programa ''Árvore que Vira Flor, que Vira Árvore'' usa um triturador de 1,5 VC, adquirido na época por R$ 410,00. Foi a única despesa para a criação do projeto, que usou madeiras do antigo almoxarifado para fazer as caixas de compostagem.
O projeto barato resolveu um problema ambiental e ainda gerou economia para o município, que dimuiu a compra de adubos químicos e passou a vender a produção excedente. No ano passado, das 75 toneladas de adubo orgânico produzidas, 30 foram usadas na produção de mudas e em canteiros públicos. As 45 toneladas restantes foram vendidas para outras prefeituras e floriculturas. O programa foi uma das seis ações ambientais em todo o País selecionadas para receber assistência técnica e gerencial do projeto Gestão Ambiental Urbana (ProGAU), mantido através de uma parceria Brasil-Alemanha.

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