Há mais de um ano, um ofício assinado pelo prefeito Marcelo Belinati (PP) e pelo secretário municipal de Obras, João Verçosa, pedindo a transferência do domínio de aproximadamente três quilômetros de ferrovia do governo federal para o Município de Londrina está parado na Superintendência do Patrimônio da União no Estado do Paraná, órgão vinculado ao Ministério da Economia e que tem a sede paranaense instalada em Curitiba. A linha férrea começa nas imediações da avenida dos Pioneiros, na zona leste, e segue até a rua Atílio Octávio Bissato, perto do atual prédio da Vigilância Sanitária.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeitura aguarda resposta do governo federal para retirar ferrovia na zona leste
| Foto: Emerson Dias/Núcleo de Comunicação

Entre as décadas de 1970 e 1980, a prefeitura firmou um contrato com a RFFSA (Rede Ferroviária Federal) para retirar o leito ferroviário do centro da cidade para fora da zona urbana. Criada em 1957, a empresa era uma sociedade de economia mista e era o órgão da União que cuidava desse tipo de transporte. A entidade foi extinta 40 anos depois de ser fundada, quando foi incluída em um programa nacional de desestatização promovido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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| Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha

Após essa etapa, a administração municipal permutou com a RFFSA a desapropriação de imóveis que margeavam a região. Porém, nem todos deixaram de existir porque a Justiça demorou para autorizar a desativação. Além disso, alguns trechos continuaram operando para escoar a produção em uma indústria de processamento de grãos que funcionava no atual terreno do Boulevard Shopping.

'NADA RESOLVIDO'

De acordo com uma das cláusulas do contrato, assim que esses canais fossem desativados, o que já aconteceu há cerca de 15 anos, a União repassaria para a prefeitura o domínio do que sobrou da ferrovia. "O tempo passou, os governos também e nada disso ser resolvido. Precisamos dessa transferência para melhorar o trânsito da região leste, que vem crescendo nos últimos anos, mas há esse obstáculo ainda. É uma questão simples de resolver, mas que está emperrada há mais de um ano", explicou Verçosa.

Segundo o secretário, a desativação da linha férrea é importante para ligar o Arco Leste, perto da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) até a Dez de Dezembro, onde a prefeitura recentemente inaugurou o viaduto. "Já estamos duplicando a avenida dos Pioneiros, mas a continuação não pode ser feita porque a ferrovia ainda está ali. Esse projeto de interligação seria rápido porque não vamos precisar desapropriar nenhum imóvel", disse.

A Superintendência do Patrimônio da União no Estado do Paraná informou à FOLHA que o pedido ainda está sob análise.

(Atualizada às 17h40)

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