Prefeitura afasta médico e investiga morte de menina
Sid Sauer
Enviado a Goioerê
O médico Josemar Queiroz foi afastado ontem do Pronto-Socorro Municipal de Goioerê (78 km a oeste de Campo Mourão), até que seja concluída a sindicância aberta pela prefeitura para apurar a morte da menina Cláudia Aparecida Pinto, de 13 anos, ocorrida na madrugada de domingo. O anúncio foi feito ontem pela secretária de Saúde de Goioerê, Maria Cecília Pugliesi.
O médico foi acusado de negligência pelo pai de Cláudia, o trabalhador rural Júnior Marcelino Pinto. Segundo ele, o médico teria tratado a menina, na sexta-feira passada, como dor de garganta, mas na noite do dia seguinte ela foi internada com pneumonia e morreu menos de seis horas depois. Além de trabalhar no PS, Queiroz é sócio do Hospital Santa Maria, em Goioerê, onde mora há cerca de 15 anos.
O médico não quis comentar o caso. Só vou me manifestar depois que for comunicado oficialmente, disse ontem. Segundo o assessor jurídico da prefeitura de Goioerê, Carlos Roberto Mariani, os resultados da sindicância serão encaminhados para o Conselho Regional de Medicina e para o Ministério Público.
A família de Cláudia Aparecida também tinha queixas contra a médica Denise de Araújo, que atendeu a menina na quinta-feira da semana passada, no ambulatório infantil mantido pela prefeitura. De acordo com a secretária de Saúde, Denise fez um atendimento perfeito. Não vimos motivos para afastá-la. A médica atendeu Cláudia no dia 4 pela manhã, quando a menor estava apenas com febre e foi diagnosticada gripe.
A Comissão de Ética Médica da Santa Casa de Goioerê já emitiu um parecer à Secretaria de Saúde dizendo que o atendimento dado à paciente a partir do momento que ela foi internada, no sábado à noite, foi normal e que não havia como evitar a morte. O que está em dúvida é o atendimento dado à menina na sexta-feira, explicou Maria Cecília. Segundo a família, Cláudia tomou apenas uma injeção e foi liberada.





