Prefeitura admite impasse e pode devolver o imóvel
A empresa que doou a área não mais se responsabiliza por ela ou pela transferência das famílias, que não têm como pagar pela infra-estrutura. A prefeitura informou que se a Transcontinental não implantá-la e obter o licenciamento, devolverá o imóvel. O impasse está estabelecido e é preocupante, reconhece o promotor Carlos Choinsky Choinsky. A ordem de reintegração de posse no Jardim Gramado perdura e a empresa, obviamente, pode exigir seu cumprimento, diz. O poder público deve cumprir sua parte, garantindo o mínimo de dignidade para as famílias.
Choinsky salienta o direito à moradia, mas também observa que a legislação ambiental deve ser cumprida. O Ministério Público está intervindo no caso, mas o promotor reconhece que seu poder é limitado, assim como o da própria Justiça para fazer valer alguma determinação. Ele cita o caso das próprias reintegrações de posse, que são uma ordem judicial, mas quem deve cumpri-las adia o cumprimento, às vezes, indefinidamente. Por isso, é necessário a decisão política dos governantes, assumindo sua parte no processo. (P.P.)





