Prefeitura admite aumento do ônibus
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quinta-feira, 14 de novembro de 2002
Ana Paula Nascimentoe Célia Polesel<br> Reportagem Local 
O preço da tarifa de ônibus urbano em Londrina deverá mesmo subir nos próximos dias, só falta agora a definição do novo valor e da data do reajuste. ''Precisamos levar em consideração que a tarifa será uma média entre os custos das duas empresas'', afirmou ontem o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella. Ele deverá ter uma nova reunião com as empresas de transporte coletivo, na próxima semana, para discutir o índice. Segundo Sella, os técnicos da companhia estão colocando os valores na planilha e devem chegar a um preço médio.
Ontem, empresários do setor se reuniram com o prefeito Nedson Micheleti (PT) e o presidente da CMTU para discutir a nova planilha de preços. A reivindicação das empresas é que o novo preço seja de R$ 1,45. Empresários do setor argumentam que a atual tarifa de R$ 1,15 está em vigor há 18 meses e o preço do diesel teve aumento calculado em 47%.
No mês de abril deste ano, a prefeitura autorizou a redução de dois impostos municipais (taxa de administração e Imposto Sobre Serviço) para as empresas de transporte coletivo, com o objetivo de evitar um reajuste de 8% nas passagens. ''Achamos louvável a iniciativa, mas agora a situação é caótica e o reajuste é urgente'', defendeu o diretor da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovanni.
Por mês, a TCGL gasta cerca de 620 mil litros de diesel. ''A planilha atual está muito defasada. Há 18 meses, o litro do diesel era de R$ 0,72, hoje está na faixa de R$ 1,20'', destacou Bongiovanni. Questionado sobre o susto que os usuários de ônibus tomarão com o reajuste, já que o aumento do salário mínimo, ainda indefinido, só passará a vigorar a partir do dia 1º de maio de 2003, ele afirmou: ''Faz tempo que estamos tomando diversos sustos na hora de pagar pelo combustível, pela manutenção dos carros, salários e pneus...''
O prefeito Nedson Micheleti avaliou como justa a reivindicação do setor e dentro da realidade econômica vigente, mas preferiu não adiantar o preço final, já que aguarda conclusão do estudo da CMTU. Na semana passada, a tarifa subiu em Curitiba para R$ 1,50 e em Foz, para R$ 1,30.
Sella informou que semana que vem estará viajando a Brasília (DF) para entrar em contato com empresas de consultoria que poderão fazer plano de gestão na área de transportes para Londrina. O presidente da CMTU adiantou que até o primeiro semestre do ano que vem deve sair a licitação para a concorrência entre novas empresas de transporte.
Há 20 anos, a TCGL domina a área de transportes em Londrina, com frota de 272 ônibus, sendo 244 em operação. Já a Francovig opera com 56 ônibus, com frota total de 61.


