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. | Foto: Gina Mardones

Depois de ser adiada e remarcada para esta segunda-feira (1), a interdição da avenida Soiti Taruma, no jardim Olímpico (zona oeste), ainda não aconteceu. A interrupção do tráfego de veículos na via é necessária para que sejam feitos os reparos na ponte sobre o ribeirão Esperança. A previsão é que a interdição aconteça até o final da tarde desta segunda.

A atual estrutura foi comprometida por uma erosão e desde dezembro de 2016 o trânsito no sentido centro-bairro é feito em meia pista. Na semana passada, a prefeitura anunciou que as obras deveriam começar na quarta-feira (26), mas com a chuva daquele dia, o início dos trabalhos foi transferido para esta semana. Até o final da manhã desta segunda-feira, no entanto, a interdição não havia acontecido.

“Ainda falta fazer a pintura da sinalização no asfalto, mas até a hora do almoço a avenida vai ser interditada”, disse o mestre de obras da Kapa Construções Eireli, Rony Martins. A empresa maringaense venceu a concorrência pública para realizar a obra de transposição do ribeirão Esperança no trecho entre a rua do Hipismo e as ruas Romano Frasson e Manoel Pedro Macedo. O valor da proposta foi de R$ 2.985.000,00. O prazo de conclusão das obras é de oito meses. “Vamos escavar totalmente e fazer uma ponte. É uma obra com estrutura de concreto armado. Hoje, o ribeirão passa por uma tubulação. Nós vamos construir uma estrutura de ponte”, explicou Martins.

O secretário municipal de Obras, João Verçosa, disse que parte da sinalização será feita pela empreiteira e parte pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização). “Pela manhã a empresa vai fazer a parte dela e, à tarde, a CMTU completa o trabalho e interdita a via. A pressa é de todo mundo e, principalmente, da empreiteira, mas precisa ter condições de segurança para fazer isso”, justificou o secretário.

Durante o período em que parte da avenida Soiti Taruma estiver interditada, os motoristas terão duas rotas alternativas para deslocamento no sentido bairro-centro. Uma delas é seguir pelas ruas do Hipismo e Renato Fabretti até a avenida José Alves Nunes, onde há uma ponte que permite o acesso à avenida Juvenal Pietraróia, no jardim Colúmbia (zona oeste). A outra opção é pelo conjunto Avelino Vieira. A partir da avenida Hugo Seben, os motoristas poderão acessar a rua Barão do Cerro Azul, entrar na rua Marechal Hermes da Fonseca e seguir pela rua Vital Ferreira Chagas até a rotatória no cruzamento das avenidas Juvenal Pietraroia e Soiti Taruma.

Transporte coletivo

Duas linhas de ônibus também terão os itinerários alterados durante o período em que durarem as obras, segundo informou a CMTU. Ao retornar ao bairro, a linha 317 – Maracanã descerá pela avenida Soiti Taruma até a rua Emerenciana Gonçalves César, entra na rua Astor Boer, segue pelas ruas Manoel Pedro Macedo e João Marquês Nogueira, cruza a ponte na avenida José Alves Nunes e entra na rua Renato Fabretti até chegar à rua do Hipismo, onde retoma a rota normal após o cruzamento com a avenida Soiti Taruma.

A linha 906 – Columbia terá um desvio na rota no cruzamento da rua do Hipismo com a avenida Soiti Taruma. Os ônibus dessa linha seguem pelas ruas do Hipismo e Renato Fabretti, cruza a ponte na avenida José Alves Nunes, passa pelas ruas João Marquês Nogueira e Manoel Pedro Macedo para então retornar à avenida Soiti Taruma.

“Eu entendo que (a obra) vai dar um pouco de trabalho para a população dos bairros Maracanã, João Turquino, Olímpico e Panissa, mas os moradores não vão estar isolados. O trajeto vai aumentar um pouco”, minimizou o secretário de Obras.

Críticas

Os moradores compreendem que a obra deverá trazer modificações no trânsito da região, mas criticam a demora em iniciar os trabalhos e também o longo tempo de duração. “Não precisa de oito meses para fazer uma obra dessa. É muito tempo para isso aqui ficar interditado. Trabalho na construção civil e sei que não demora tudo isso. Vai atrapalhar a vida das pessoas e gerar mais gastos, porque o pessoal vai ter que gastar mais combustível para fazer os desvios”, disse Ailton Rodrigues Silva.

O aposentado Edmundo Ribeiro, morador do conjunto Avelino Vieira, não vê a hora de ver a ponte voltar a ter o trânsito em duas pistas e entende que é impossível realizar obras de melhoria sem que haja transtornos à população do entorno, mas lamenta que tenha levado tanto tempo para que a prefeitura providenciasse os reparos. “Sei que a prefeitura tem muitas outras coisas para cuidar, mas acho que o que aconteceu aqui foi falta de interesse mesmo. Foram mais de dois anos e meio para fazerem alguma coisa”, comentou.

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