Prefeitura abandona obra de transposição da rua Maringá
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segunda-feira, 24 de março de 1997
Edmara Michetti 
Dorico da SilvaÀs moscasObra começou em setembro do ano passado, parou em novembro e não há previsão para ser retomada Paradas desde novembro, as obras de transposição da avenida Maringá sobre o Lago Igapó 2 devem continuar assim por tempo indeterminado. A Prefeitura não tem previsão alguma para retomar o trabalho. A alegação é que, além da falta de recursos, a obra, iniciada na gestão Cheida, não é prioritária para a administração Belinati. Para terminar a transposição falta a pavimentação, incluindo galerias pluviais, meio-fio e iluminação.
As obras começaram em setembro, quando foram feitos os dois bueiros celulares e a metade do aterro. Segundo o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, nesta parte, considerada a principal, foram investidos entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. Para concluir a primeira etapa, Cheida calcula que sejam necessários no máximo mais R$ 40 mil. A segunda etapa do projeto prevê a continuação da avenida Maringá até a Madre Leônia Milito, com o traçado já pronto.
O problema é dinheiro. Não temos idéia de quando recomeçaremos, afirma o secretário de Obras, José Righi de Oliveira. A preocupação do prefeito Antonio Belinati é atender os bairros que precisam de pavimentação. Segundo o secretário, o primeiro recurso que for disponibilizado será usado para o asfaltamento de 14 bairros que têm as obras licitadas e esperam a mais tempo que a transposição da Maringá. Segundo ele, a pavimentação está orçada em R$ 8,6 milhões. Os recursos devem vir do programa Paraná Urbano e também da venda das ações da Sercomtel S.A. A venda das ações está impedida desde o ano passado por um mandado de segurança.
O secretário diz ainda que a simples transposição da Maringá não é interessante. Mas sim todo o projeto. Para isso, falta oficializar a negociação com os 11 proprietários de chácaras da Gleba Palhano, por onde passará a ampliação da avenida.
A previsão inicial era concluir a transposição até dezembro de 96. Cheida afirma que a obra não foi concluída porque dois ou três proprietários de chácaras da Gleba Palhano não concordaram com a desapropriação. Os outros fizeram um acordo verbal. O valor da desapropriação seria permutado em impostos e outras benfeitorias. Cheida afirma ainda que os recursos para a obra estavam previsto no orçamento de 96 e que o asfalto seria feito com recursos próprios do Pavilon.


