Prefeitos se unem para combater mosquito transmissor da dengue
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba - Laudos divulgados ontem pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) mostram que Curitiba tem mais 12 casos de dengue confirmados, totalizando 48 contaminações desde o início do ano. Destes, 42 são importados, ou seja, adquiridos em outros estados, e seis referem-se a pessoas que desenvolveram os sintomas na cidade, mas são de outros municípios. Diante da proliferação da doença, o prefeito da Capital, Cassio Taniguchi (PFL), se reuniu ontem com prefeitos de 25 municípios da região metropolitana para discutir ações preventivas. A idéia é fazer um mutirão, que ainda não tem data definida para ser realizado. Eles debateram ainda ações integradas de combate à violência urbana.
Vamos fechar o cerco ao Aedes aegypti, difundindo informações sobre a doença nas escolas públicas do Estado. Também realizaremos uma teleconferência sobre dengue e estipularemos um dia de março como o Dia Estadual de Combate à Dengue, disse Antonio Carlos Setti, diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde.
Outra ação integrada será a realização de pesquisa nas residências da Grande Curitiba com a ajuda dos alunos no sentido de detectar focos do vetor da doença. Professores reunidos em Faxinal do Céu também serão orientados a informar corretamente os estudantes sobre o combate ao Aedes aegypti, disse Setti.
Hoje, representantes da secretaria estarão reunidos para definir os últimos ajustes sobre as ações, como a confecção e distribuição de folders. Apesar de ter conhecimento de novos números sobre a doença, Setti só irá divulgá-los na próxima terça-feira. Segundo informações extra-oficiais, Umuarama teria mais dez confirmações de dengue, aumenta para 32 o número de casos.
Quanto à questão de segurança, o secretário municipal de Defesa Social, comandante Sanderson Diotalevi, destacou a importância de ações integradas de nos municípios. Vamos trabalhar nos bolsões de pobreza de toda a região de Curitiba, onde há maior criminalidade, e em estabelecimentos comerciais sem alvará e boates de prostituição.


