Cerca de 30 prefeitos do Noroeste do Estado se reuniram ontem em Maringá para redigir um manifesto contra a aprovação do projeto que tramita no Congresso Nacional retirando dos municípios a titularidade sobre os serviços de água e esgoto. Em Maringá, por exemplo, a prefeitura está preparando uma ação de execução fiscal e outra de revogação do contrato de concessão com a Sanepar.
Para o vice-prefeito de Maringá, João Ivo Caleffi (PT), se o projeto de lei proposto pelo governo federal for aprovado a briga da prefeitura com a Sanepar vai ficar ‘‘sem sentido’’. ‘‘Se perdemos o mando sobre a água e o saneamento não teremos mais o que discutir’’, afirma. A prefeitura está cobrabdo R$ 8,7 milhões em impostos da Sanepar. A empresa explora o serviço de água e esgoto na cidade desde 1980, mas a cobrança de tributos atrasados só pode ser feita dos últimos cinco anos.
Segundo o procurador jurídico do município, Alaércio Cardoso, a prefeitura vai propor uma reunião com representantes da comunidade para pressionar a Sanepar e tentar receber os impostos. O objetivo é evitar a cobrança judicial, normalmente demorada.

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