Segundo o presidente da Associação dos Municípios do Paraná, Luiz do Amaral, os dados do censo do IBGE são sempre questionados pela maioria dos prefeitos. ‘‘Eles dizem que nem todas as casas foram visitadas e sempre desconfiam da fidelidade dos números, quando comparam com dados dos próprios municípios, como o número de matrículas nas escolas, por exemplo’’, explica.
A grande preocupação dos prefeitos eleitos é com relação ao repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que, por uma resolução do Senado, ainda se baseia no censo de 1980. ‘‘O que preocupa não é nem tanto os números do censo mas a decisão do Senado em revogar ou não a decisão de manter os índices atuais’’, diz Amaral.
Ele conta que a ‘‘choradeira dos prefeitos é geral. Muitos estão apavorados com o resultado do censo ao mesmo tempo que estão desinformados sobre a medida do Senado. Mas duvidamos da qualidade dos trabalhos dos recenseadores do IBGE quando recebemos pedidos de complemento salarial e ajuda de transporte nas prefeituras. Os pesquisadores ganham pouco e muitos acabam desistindo no meio do caminho.’’
Ontem, o prefeito eleito de Prudentópolis, o deputado federal Vilson Santini, telefonou ao IBGE do Paraná pedindo uma supervisão no município alegando que nem todos os domicílios haviam sido visitados. O chefe da Divisão de Pesquisa, Sinval Dias dos Santos, prometeu enviar um responsável para averiguar a reclamação.

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