Curitiba
Os prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) aguardam recursos do governo estadual para aumentar o policiamento e a estrutura de segurança dos municípios. Enquanto as verbas não são liberadas, as cidades convivem com altos índices de violência e baixo efetivo de policiais.
Em Almirante Tamandaré, segundo o prefeito Antonio César Manfron, há três policiais civis que fazem plantão na única delegacia do município - que conta com 90 mil habitantes. ‘‘Registramos quase um assalto por dia. Em 40 dias, a agência do HSBC Bamerindus foi assaltada quatro vezes’’, disse. O prefeito já apresentou a proposta de construir três módulos policiais à Secretaria Estadual de Segurança. O governo sugeriu o aumento de unidades volantes, mas os recursos ainda não estão disponíveis. ‘‘O ideal seriam 40 policiais no município’’, avalia.
Arquivo FolhaCássio Taniguchi, prefeito de Curitiba: ‘‘Além de um policiamento mais intenso e até do toque de recolher (como está acontecendo em Colombo), é preciso atuar sobre o desemprego estrutural’’
Para o prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, é mais importante combater as causas do que os efeitos da violência: ‘‘Além de um policiamento mais intenso e até do toque de recolher (como está acontecendo em Colombo), é preciso atuar sobre o desemprego estrutural e a conscientização da população para prevenir atos violentos’’.
‘‘Nosso município tem um índice baixo de criminalidade, mas uma estrutura de segurança muito precária. O problema é que, com a vinda da Chrysler, há uma perspectiva de um grande aumento na população e iremos precisar de mais estrutura de segurança’’, observa Newton Puppi, de Campo Largo. Hoje, há cinco policiais civis e cerca de 60 militares no município.

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