Campo Mourão - Prefeitos da região de Campo Mourão disseram ontem à tarde, durante reunião com o Ministério Público, que é impossível que as prefeituras ajudem a Santa Casa com a doação de R$ 3,00 por habitante para que o novo hospital comece a funcionar no mês que vem. O pedido era para que o pagamento fosse feito em três parcelas.
''É impossível ajudar. Já gastamos 20% do orçamento com a saúde'', disse o prefeito de Juranda, Militino Malacoski (PTB). Apenas 12 dos 25 prefeitos compareceram à reunião realizada a convite da promotora Rosana de Araújo Sá Ribeiro Pereira. Ela queria que os prefeitos assinassem um termo de ajustamento se comprometende a ajudar o hospital.
''A ajuda das prefeituras é indispensável e imprescindível'', afirmou Rosana. A chefe da 11 Regional de Saúde, Valderez Bathaus, apresentou gráficos mostrando que os municípios da região serão os maiores beneficiados com a Santa Casa, já que o hospital poderá receber pacientes que hoje são levados para cidades mais distantes.
Os argumentos, porém, não convenceram os prefeitos. ''Teria a maior alegria em poder ajudar, mas não dá'', disse Airton Agnolin (PTB), de Nova Cantu. Ele sugeriu que a ajuda por habitante seja reduzida para R$ 0,60. A promotora marcou uma nova reunião para a semana que vem para que os prefeitos dêem uma contraproposta oficial.
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), disse que os prefeitos devem se unir e pressionar o governo do Estado para que libere a ajuda. ''O Estado ajudou pouco até agora na obra'', explicou. Segundo o presidente da Santa Casa, Dilmar Daleffe, o hospital precisa de R$ 350 mil para iniciar o atendimento no próximo dia 27. A nova Santa Casa, iniciada em 1990, está pronta e equipada, mas ainda faltam os recursos para a compra do enxoval e de materiais de consumo.

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