Prefeitos dizem que são vítimas de perseguição
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quarta-feira, 17 de abril de 2002
Sid SauerEquipe da Folha 
Campo Mourão - Os irmãos que são prefeitos de Campina da Lagoa, Paulo Andreoli Gonçalves (PDT), e de Roncador, Odilon Andreoli Gonçalves (PDT), disseram ontem que são vítimas de perseguições. A afirmação foi feita para explicar o descredenciamento do Hospital Irmãos Vida, de Campina da Lagoa, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital pertence à família dos prefeitos, que são médicos.
Nosso pai abriu o hospital em 1970 e, até 1996, quando eu disputei a eleição pela primeira vez, nada tinha acontecido. Depois disso, já fecharam nossos hospitais, interditaram o centro cirúrgico e agora me descredenciaram, reclama Paulo. Os irmãos são donos de um hospital em Corumbataí do Sul, interditado há vários anos pela Regional de Saúde. Odilon também tem um hospital em Roncador.
Segundo Paulo, o descredenciamento do Hospital Irmãos Vida está sub judice. Ele disse que depoimentos prestados por pacientes numa auditoria, há três anos, foram falsos e estão sendo revistos em inquérito aberto pela Polícia Federal. Falaram que cobramos por internações que não foram realizadas, mas estamos provando o contrário, afirmou Paulo. As guias do hospital nunca extrapolaram o teto financeiro do SUS, reforçou Odilon.
Paulo disse que não precisava burlar o SUS porque sempre atendeu além das cotas autorizadas. Fazia 100 atendimentos por mês e só cobrava 36. Eu podia escolher qual atendimento cobrar, ressaltou Paulo. Campina da Lagoa recebe 104 cotas do SUS por mês. Agora elas estão sendo divididas entre um outro hospital da cidade e municípios vizinhos.


