Curitiba Quase 300 prefeitos e representantes de prefeituras paranaenses participaram, ontem de manhã, da reunião do governador Roberto Requião (PMDB) com o grupo de coordenação da operação Mãos Limpas. Mensalmente, essa reunião é feita apenas com prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba. Desta vez o governo decidiu ampliar o evento, para que todos pudessem ouvir a secretária de Defesa Civil da prefeitura petista de Diadema (SP), Regina Miki, convidada para expor o programa de segurança pública implementado naquele município.
Entre as medidas adotadas em Diadema, e de grande interesse do governo do Estado, está o fechamento mais cedo de bares como forma de redução da violência. ''Diadema tem uma experiência muito bem sucedida, na linha das medidas que vem sendo implementadas no Paraná'', disse o governador Roberto Requião (PMDB), citando, como exemplo, os projetos Povo, Polícia Comunitária e Patrulha Escolar.
''Estamos fazendo um trabalho na linha transversal. Claro que tem de ter uma ação repressiva, de trabalho policial, mas articulada com um trabalho social, de prevenção'', disse Regina, ressaltando que, em dois anos da atual gestão municipal, a implantação de políticas de segurança pública e sociais resultaram em uma queda significativa na violência. O número de homicídios caiu de uma média de 31 por mês em 1999 para oito por mês este ano.
A secretária citou vários exemplos de políticas sociais. Diadema, segundo ele, recebeu prêmio internacional, pelo seu trabalho de urbanização de favelas, que resultou em 212 núcleos urbanizados atualmente. Outras iniciativas abrangem o atendimento a todas as crianças de 0 a 6 anos do município em creches, criação da guarda municipal, troca de armas de brinquedo, entre outras.
O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP) se mostrou interessado na iniciativa de fechamento dos bares mais cedo, uma vez que a prefeitura já encaminhou projeto nesse sentido à Câmara de Vereadores. De acordo com a secretária, antes da aprovação da lei, em 2002, o assunto foi tema de 105 audiências públicas. Na época, 82% da população aprovavam a medida, percentual que aumentou para 98% de aprovação hoje. Até mesmo os donos de bares, segundo ela, concordaram com a medida, uma vez que eles também são vítimas da violência.

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