Israel Reinstein
De Curitiba
Os prefeitos do litoral pretendem dar apoio a todas as medidas que a Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) tomar para derrubar a liminar que suspende as obras de macrodrenagem de canais entre Matinhos e Pontal do Paraná. ‘‘Os municípios não podem aceitar uma decisão que barre o desenvolvimento da região’’, afirma o prefeito de Matinhos, Francisco Carlim dos Santos, presidente da Associação do Paraná Litoral. Ontem, os prefeitos estiveram reunidos em Morretes.
Santos afirma que a decisão da Justiça não está levando em conta as populações locais. ‘‘A interrupção das obras de dragagem dos canais vai ocasionar novas enchentes nas praias’’, afirma. ‘‘Com isso, doenças que estavam controladas podem retornar, como a leptospirose’’, diz.
Na avaliação do prefeito, os impactos causados pelas obras são menores do que os movimentos ecológicos dimensionam. Na liminar expedida pelo juiz federal José Sabino da Silveira, de Paranaguá, a reabertura do canal poderia causar desequilíbrio da fauna e flora, por causa do desmate sem estudos.
Educação - Outra decisão dos prefeitos do litoral foi a unificação do discurso que pede mudança no calendário escolar, estendendo as férias de verão. Eles querem, em conjunto com a Secretaria de Estado de Esporte e Turismo, apresentar à Secretaria de Educação um modelo que altere os dias letivos, sem desobedecer a Lei de Diretrizes e Bases (LDB).

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