O prefeito de Cornélio Procópio, José Antônio Otoni da Fonseca (PMDB), vetou o projeto de lei que legalizaria o serviço de mototáxi na cidade. ‘‘Lavo as mãos sobre a responsabilidade do serviço. Não posso dar o aval para um ato inconstitucional. Se a Câmara está de acordo em ir contra a lei, que assuma a responsabilidade da classe’’, disse o prefeito.
Já a Câmara de Vereadores pretende derrubar o veto no início de fevereiro. A bancada é de oito votos contra sete. O vereador Edson Ducce (PSDB), um dos autores do projeto, diz que é ‘‘inaceitável’’ o veto deste projeto.
‘‘Praticamente em todo País existe serviço de mototáxi, até em Rondônia, por que Cornélio Procópio não pode não ter?’’, perguntou Ducce, que, juntamente com o vereador Francisco Raimundo (PSDB), está encabeçando a bancada favorável ao projeto.
Segundo ele, existem hoje em Cornélio Procópio cerca de 100 mototaxistas, distribuídos em nove empresas. ‘‘Todos estão trabalhando à paisana, sem coletes para evitar confrontos com a polícia’’, explicou.
Os empresários do ramo estão preocupados com a quantidade de multas emitidas ao setor, mas garantem que não vão parar. ‘‘Estão multando não só em blitz, mas em perseguição. As viaturas acompanham os motoqueiros e pressionam o passageiro para confessar que não é caronista’’, disse Luiz Rosa de Oliveira, 35 anos, proprietário do Mototáxi União.
Segundo ele, o mototaxista recebe duas multas, avaliadas em R$ 240,00. ‘‘Uma por não estar identificado veículo de aluguel e outra porque não tem licença da prefeitura’’, informou Oliveira. Ele disse ainda que em Cornélio são transportadas cerca de 1.200 pessoas por dia pelo sistema mototáxi. ‘‘Este serviço une o desemprego com a necessidade da comunidade em optar por transporte barato. Por isso não vamos parar’’, garantiu o empresário.
O presidente da Câmara de Cornélio Procópio, Amin Anouche (PTB), não foi encontrado pela Folha para explicar sobre o veto do projeto e os procedimentos a serem tomados.

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